Conjuntura Inflação da Zona Euro atinge 0,5% em Outubro, em máximos de 2014

Inflação da Zona Euro atinge 0,5% em Outubro, em máximos de 2014

É o valor mais alto desde Junho de 2014, mês em que também tinha atingido os 0,5%. A inflação na Zona Euro mantém subida.
Inflação da Zona Euro atinge 0,5% em Outubro, em máximos de 2014
Bruno Simão
Alexandra Machado 31 de Outubro de 2016 às 10:12
A inflação da Zona Euro deverá ter atingido em Outubro os 0,5%, de acordo com a primeira estimativa do Eurostat, divulgada esta segunda-feira, 31 de Outubro.

O que significa uma subida face aos 0,4% registada em Setembro deste ano e atinge um nível que, segundo as estatísticas do Eurostat, só tinha sido alcançado em Junho de 2014.

A subida deveu-se à menor queda nos preços da energia. Em Outubro estes caíram 0,9%, o que compara com a queda de 3% que tinham registado em Setembro ou de 5,6% em Agosto. Uma queda de 0,9% é também a menor descida desde Julho de 2014.

Sem a energia, a inflação teria atingido 0,7%, de acordo com os dados provisórios do Eurostat para a inflação de Outubro, cujos dados finais serão revelados a 17 de Novembro.

Nos serviços, os preços no consumidor mantiveram uma subida de 1,1%, a mesma registada em Setembro e Agosto. Já na alimentação, álcool e tabaco a subida de 0,4% em Outubro foi menor que os 0,7% registados no mês anterior. 

Sem as componentes mais voláteis - energia e alimentação não processada - os preços subira 0,7%, o que é menor que os 0,8% um mês antes.

A inflação está a subir na Zona Euro, mas ainda está longe do objectivo de a colocar perto dos 2%, conforme pretendido pelo Banco Central Europeia, que para isso tem em vigor um programa de estímulos à economia, com baixas taxas de juro e compra de activos no mercado, como dívida pública e outras obrigações de empresas.

A actuação do BCE tem estado, aliás, na órbita dos mercados, já que se aguarda o momento em que o BCE fechará a torneira. Para já, as últimas indicações de Mario Draghi são lidas como tendo o BCE a intenção de manter os estímulos e o programa de compra de activos, já que o presidente do BCE deu indicações de que não cessará o programa de forma abrupta. Por isso, Mario Draghi admitiu que o programa poderia estender-se além de Março de 2017, conforme inicialmente planeado. O BCE está activo no mercado em compras de 80 mil milhões de euros mensais.

Com a inflação a descolar, há outros sinais para a economia na Zona Euro que têm de ser tidos em conta. Segundo dados do Eurostat, a economia do bloco cresceu 1,6% no terceiro trimestre deste ano face ao mesmo período do ano passado, tendo avançado 0,3% em cadeia, o mesmo que no segundo trimestre e em linha com as estimativas dos economistas. 

(Notícia actualizada às 10:45 com mais informação)



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