Conjuntura Inflação em máximos de 2012 com subida dos combustíveis

Inflação em máximos de 2012 com subida dos combustíveis

O aumento de preços no consumidor foi superior a 1%, em Janeiro, o que não acontecia desde Dezembro de 2012, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo INE.
Inflação em máximos de 2012 com subida dos combustíveis
João Miguel Rodrigues/Cofina Media
Sara Antunes 10 de fevereiro de 2017 às 11:08
A taxa de inflação aumentou para 1,33%, em Janeiro, quando comparado com igual período do ano passado, revelou esta sexta-feira, 10 de Fevereiro, o Instituto Nacional de Estatística (INE). Esta taxa de variação é a maior desde Dezembro de 2012.

A contribuir para esta subida pronunciada esteve "sobretudo a aceleração dos preços dos combustíveis", realça o INE. E, de facto, se excluirmos os produtos energéticos, a taxa de inflação foi de 0,78%, o que é a mais elevada desde Setembro.

A taxa de inflação dos produtos energéticos disparou para 7,41%, em Janeiro, o maior aumento desde Setembro de 2012. Em Janeiro houve uma alteração ao nível de impostos no gasóleo. A gasolina até desceu, mas o gasóleo registou um aumento de preços, a refletir a subida do imposto sobre produtos petrolíferos (ISP). Foram dois cêntios no gasóleo rodoviário, enquanto na gasolina o valor do ISP desceu na mesma proporção. O objectivo é desincentivar o uso de veículos a gasóleo, que são mais poluentes, contrariando o que foi feito durante muitos anos. 

A taxa de inflação está a subir há 23 meses consecutivos, depois de os preços do consumidor terem registado vários meses de quedas entre o final de 2013 e o início de 2015.

 

Portugal junta-se assim aos congéneres europeus que têm registado recuperações nas taxas de inflação. Os últimos números da Zona Euro, divulgados pelo Eurostat no início do mês, revelam que a taxa de inflação na região aumentou para 1,8%, em Janeiro, um aumento muito justificado também pela subida dos preços da energia (8,1%). O Eurostat só tinha revelado os dados gerais, não tendo reportado dados por países.

 

A inflação na Zona Euro tem-se aproximado das metas estabelecidas pelo Banco Central Europeu (BCE) – perto, mas abaixo de 2% - o que tem aumentado a especulação em torno da retirada de estímulos por parte da autoridade monetária. Contudo, o presidente da instituição, Mario Draghi já reiterou que os estímulos (programa de compra de activos e juros baixos) estão para ficar. Até porque a subida da inflação está assente na energia, algo que não justifica  por si só uma retirada de estímulos, tem defendido o responsável.



(Notícia actualizada às 11:50)



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comentários mais recentes
SÍTIO MUITO MANHOSO 10.02.2017

O primeiro comentário acerta na mouche !!! Preciso e conciso . . .
Digo eu, a gatunagem continua . . . impávida e serena ou não estivéssemos num . . . SÍTIO MUITO MANHOSO !

Anónimo 10.02.2017

Mas é vidente, está tudo mais caro... É a austeridade via inflação, à moda antiga!

O objectivo NÃO é desincentivar o uso de veículos 10.02.2017

O objectivo é obter mais receita fiscal!
1º Incentivam a compra de carros diesel baixando o preço do gasóleo
2º Depois de ser o combustível mais usado toca a aumentar o imposto porque o pessoal não vai trocar de carro a correr.

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