Economia Inflação na Alemanha cai mais do que o esperado e baixa pressão sobre BCE

Inflação na Alemanha cai mais do que o esperado e baixa pressão sobre BCE

A taxa de inflação na maior economia europeia desceu de 2%, em Abril, para 1,4% em Maio, um valor abaixo do esperado pelos economistas.
Inflação na Alemanha cai mais do que o esperado e baixa pressão sobre BCE
Reuters
Rita Faria 30 de maio de 2017 às 13:25

A taxa de inflação na Alemanha desceu de 2%, em Abril, para 1,4% em Maio, dando força às recentes declarações de responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) de que a economia do euro ainda precisa de estímulos monetários extraordinários.

 

Os números revelados esta terça-feira, 30 de Maio, pelo instituto alemão de estatísticas ficaram abaixo das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg, que antecipavam uma descida para 1,5%.

 

Embora o crescimento dos preços da região da moeda única tenha acelerado desde o final do ano passado, os especialistas têm alertado que se trata de subidas motivadas sobretudo pelos custos da energia, não sendo ainda sustentáveis.

 

Esta segunda-feira, no Parlamento Europeu, o presidente do BCE defendeu que a política monetária acomodatícia deve ser mantida.

 

"As pressões dos custos internos, principalmente dos salários, ainda são insuficientes para sustentar uma convergência duradoura e auto-sustentável da inflação em relação ao nosso objectivo de médio prazo", afirmou Mario Draghi, acrescentando que o banco central continua "firmemente convencido de que ainda é necessária uma quantidade extraordinária de apoio da política monetária".

 

Esta terça-feira também foram conhecidos os dados da inflação no país vizinho que confirmam a tendência de abrandamento.  

 

Em Espanha, os preços no consumidor subiram este mês ao ritmo mais lento desde Dezembro, colocando a taxa de inflação em linha com o objectivo do Banco Central Europeu (BCE) pela primeira vez em cinco meses.

 

A taxa de inflação fixou-se em 2%, em Maio, segundo a leitura preliminar do instituto de estatísticas espanhol, o que representa uma descida face aos 2,6% de Abril.

 

Os dados da inflação na Zona Euro – que serão revelados esta quarta-feira – deverão mostrar que o crescimento dos preços desacelerou de 1,9% em Abril para 1,5% em Maio. 




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 30.05.2017

A manutenção de juros baixos, que é uma medida perfeitamente aceitável no contexto inerentemente deflacionista (aumentavam-se juros no passado, por vezes tremendamente, para combater a inflação em economias "sobreaquecidas") das economias avançadas do mundo desenvolvido motivado pelo progresso da tecnologia e o preço decrescente das matérias-primas, tem de ser encarado como resultado do corrente processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital. Dito isto, estes juros baixos servem como incentivo a este processo de substituição. Economias que usam este incentivo e esta conjuntura para se sobreendividarem por via do excedentarismo, da remuneração excessiva e injustificável de factor trabalho muito acima do preço de mercado e portanto encetando um caminho oposto ao processo de substituição descrito anteriormente estão a criar e a adensar futuros problemas de equidade e sustentabilidade para as suas populações. E não há dúvida que a portuguesa é uma delas.

comentários mais recentes
Anónimo 30.05.2017

A manutenção de juros baixos, que é uma medida perfeitamente aceitável no contexto inerentemente deflacionista (aumentavam-se juros no passado, por vezes tremendamente, para combater a inflação em economias "sobreaquecidas") das economias avançadas do mundo desenvolvido motivado pelo progresso da tecnologia e o preço decrescente das matérias-primas, tem de ser encarado como resultado do corrente processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital. Dito isto, estes juros baixos servem como incentivo a este processo de substituição. Economias que usam este incentivo e esta conjuntura para se sobreendividarem por via do excedentarismo, da remuneração excessiva e injustificável de factor trabalho muito acima do preço de mercado e portanto encetando um caminho oposto ao processo de substituição descrito anteriormente estão a criar e a adensar futuros problemas de equidade e sustentabilidade para as suas populações. E não há dúvida que a portuguesa é uma delas.

Anónimo 30.05.2017

As taxas de juro negativas do BCE com a inflação a 1,5% não são para criar inflação. Para isso teve mais impacro a subida do petroleo. São para manter artificialmente sustentáveis as dívidas dos países europeus sobreendividados e tentar evitar nova crise no euro.

pub