Europa Inflação pressiona Banco de Inglaterra a subir juros

Inflação pressiona Banco de Inglaterra a subir juros

A inflação acelerou mais do que o previsto, superando a meta do Banco de Inglaterra pela primeira vez em três anos. A última decisão sobre juros não foi unânime.
Inflação pressiona Banco de Inglaterra a subir juros
Catarina Almeida Pereira 21 de março de 2017 às 10:17

A inflação no Reino Unido acelerou mais em Fevereiro do que o previsto, superando a meta do Banco de Inglaterra pela primeira vez em mais de três anos. Os dados são divulgados esta terça-feira, 21 de Março, dias depois de os membros do comité Banco de Inglaterra terem mostrado divergências em relação à decisão de manter juros.

De acordo com a Bloomberg, o aumento de 2,3% no índice de preços do consumidor foi o mais expressivo desde Setembro de 2013 e ficou acima da previsão média dos economistas, que era de 2,1%.

A taxa subiu 0,3 pontos em termos homólogos, o que se deve à quebra da libra – depreciação em 17% desde o referendo de Junho – e ao aumento dos preços do petróleo.

A inflação subjacente aumentou para 2%, no ritmo mais rápido desde meados de 2014, de acordo com o instituto oficial de estatística. O preço da comida também deixou de cair.

O Banco de Inglaterra disse que toleraria um nível de inflação que superasse a sua meta de 2% desde que suportasse a economia, apesar de ter admitido rever a posição se causasse pressões internas sobre os preços.

A 16 de Março o Banco de Inglaterra decidiu manter os juros inalterados nos 0,25%. Mas ao contrário do que é habitual a decisão não foi unânime: Kristin Forbes, um dos nove membros que compõem o Comité, votou a favor de uma subida de 25 pontos base na taxa directora para 0,5%.


A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub