Infografia: Os colapsos recessivos do mosaico da história económica mundial
20 Março 2012, 15:34 por Rosa Castelo | Infografia, Nuno Teixeira - Infografia , Pedro Romano | promano@negocios.pt
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O que é que têm em comum a Grande Depressão americana, a II Guerra Mundial, o Grande Salto em Frente da China maoísta e o colapso da União Soviética na década de 90? Veja aqui a infografia para conhecer os quatro períodos de depressão económica mais intensos desde os anos 30.



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Grande Depressão: Economia dos EUA caiu mais de 20%




O "crash" da quinta-feira negra de 1929 deu o sinal de alarme. Pouco depois, a economia entrava numa espiral recessiva que a levaria a perder mais de 20% do seu volume e a atirar o desemprego para os 30%. A Grande Depressão surpreendeu não apenas pela dimensão, mas pela duração: alguns economistas consideram que ela só terminou efectivamente quando a II Guerra "aqueceu os motores" da economia americana. A decisão da Reserva Federal de apertar a política monetária quando a economia estava deprimida é hoje considerada um dos maiores erros de política económica da história.



II Guerra Mundial: Destruição nunca vista na Europa



A II Guerra Mundial teve efeitos diferenciados consoante as latitudes. Se nos Estados Unidos estimulou o crescimento, pois as fábricas tinham de empregar trabalhadores para produzir material bélico, nos territórios europeus expostos ao ataque nazi o efeito foi catastrófico. Apesar de as bases de dados anteriores à década de 50 deverem ser lidas com prudência, os dados apontam para contracções brutais. No Reino Unido, o PIB poderá ter caído 10% ao longo de três anos devido aos bombardeamentos. Em França, a ocupação nazi pode ter custado mais de 30% do PIB durante os primeiros dois anos.



China Maoísta: Grande Salto em Frente mal sucedido



O plano do regime para acelerar decisivamente o desenvolvimento do país começou em 1958 e consistiu numa colectivização em grande escala da agricultura, acompanhada da industrialização "administrativa" da China. O Grande Salto em Frente, contudo, teve vida breve: dois anos depois, o país já era acossado pela fome e o número de mortes subia para as fasquia dos milhões (30 milhões, segundo alguns demógrafos). Os dados disponíveis mostram que a economia terá contraído 20% ao longo de três anos, o que representou um choque brutal para um país que já tinha um PIB "per capita" baixíssimo.



Colapso Soviético: Transição traumática para o mercado



Transformar economias centralizadas em regimes de mercado foi mais difícil do que os reformistas do FMI esperavam. Apesar de as reformas terem, na sua maioria, surtido efeito, a transição foi difícil e gerou recessões duras. As quebras de PIB oscilaram entre 10% (Eslovénia) e 30% (Estónia, Lituânia). A Rússia foi o caso mais dramático: o PIB caiu quase 40%. Mas os números podem estar sobrestimados. Não só porque era conhecida a tendência soviética para empolar o verdadeiro volume da sua economia, mas também porque o sector informal, que cresceu muito na altura, não era bem coberto pelas estatísticas.

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