Conjuntura Insolvências em Portugal devem recuar 10% este ano

Insolvências em Portugal devem recuar 10% este ano

Previsões da Crédito y Caución apontam para três anos seguidos de descidas no número de insolvências em Portugal, para um nível que ainda representa mais do dobro registado em 2007.
Insolvências em Portugal devem recuar 10% este ano
Paulo Duarte
Negócios 24 de agosto de 2017 às 12:00

As insolvências de empresas em Portugal vão voltar a descer este ano e em 2018, de acordo com as previsões da Crédito y Caución.

 

Depois da quebra de 6% no ano passado, a descida deste ano deverá acelerar para 10%, sendo que no próximo ano a queda será de 6%.

 

Num relatório onde avança com as perspectivas de insolvências a nível mundial, a consultora lembra que "o número actual de insolvências em Portugal permanece três vezes o nível registado em 2007", sendo que a previsão de uma descida "sólida" nos próximos anos poderá reduzir o número de insolvências para "cerca de 270% dos valores anteriores à crise". 

 

Segundo os dados da Iberinform, da Crédito y Caución, o número total de empresas insolventes no primeiro semestre de 2017 baixou 4,3% face ao período homólogo. De um valor absoluto de 3.886 insolvências nos primeiros seis meses de 2016, passou-se para um total de 3.717 em 2017.

 

Para esta perspectiva contribui a aceleração do crescimento económico em Portugal para os níveis mais elevados da última década, sendo que a recuperação da actividade económica mundial também justifica a previsão optimista a nível global.

 

Segundo as previsões da Crédito y Caución, os níveis mundiais de insolvência serão reduzidos em média de 3% em 2017 e 2% adicionais em 2018.  "Assistimos a uma recuperação generalizada da actividade económica global, com forte apoio da produção industrial, do comércio internacional e do investimento", refere o relatório. 

 




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olgasko Há 4 semanas

?????? ??????-http://mistika2009.ucoz.ru/

olgasko Há 4 semanas

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TinyTino Há 4 semanas

O Dr Camilo Lourenço que percebe muito de Economia e Gestão disse que a subida do Salário Mínimo iria provocar imensas falências em Portugal, e que as pessoas eram pouco produtivas e até nem devia haver salário mínimo. E disse também que este Governo estava a dificultar a vida ao empreendedorismo e que ia haver um estouro. Disse também em 2009: “(...) ou estas coisas são resolvidas ou vai acabar por haver despedimentos e pode até haver redução de turnos, e com um turno será fácil justificar o encerramento da fábrica [da Autoeuropa]."
Passados 8 anos não só não houve encerramento como houve aumento de produção e agora vai subir para o dobro. Tolos, estes operários, que não aprendem com o Dr Camilo Lourenço que nunca se negoceia nada porque é uma grande sorte ter um bom patrão que faz o favor de nos dar um emprego. E agora, volvidos 8 anos, até vão subir a produção para o dobro, mesmo com estes trabalhadores ingratos...

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