Saúde Investigadores querem criar injecção anual para combater colesterol elevado

Investigadores querem criar injecção anual para combater colesterol elevado

Investigadores querem desenvolver uma injecção anual para combater o colesterol mau e as doenças cardíacas associadas, criando uma "vacina" para um problema que afecta metade dos adultos dos países ocidentais.
Investigadores querem criar injecção anual para combater colesterol elevado
Reuters
Lusa 07 de julho de 2017 às 21:58

A eficácia da vacina foi demonstrada em ratos alterados geneticamente para terem um metabolismo parecido ao do ser humano e desenvolverem aterosclerose, a acumulação de placas que entopem as artérias devido a uma alimentação com muito teor de gorduras.

 

O sucesso da experiência foi publicado no European Heart Journal, o jornal oficial da Sociedade Europeia de Cardiologia, no qual se indica que a injecção, denominada AT04A, conseguiu reduzir em 53% a quantidade total de colesterol e em 63% os danos provocados pela aterosclerose nos vasos sanguíneos dos ratos tratados, em comparação com os que não foram injectados.

 

"A ideia subjacente ao nosso produto é estimular o sistema imunitário humano para que desenvolva uma resposta de anticorpos contra uma proteína chamada PCSK9, envolvida no desenvolvimento de um elevado LDL, o colesterol mau", disse Gunther Staffler, director de tecnologia da empresa que está a desenvolver o produto, citado pela agência de notícias Efe.

 

O problema, disse o responsável, é que essa proteína é produzida pelo organismo humano e por isso tolerada pelo sistema imunitário, ao contrário do que acontece com os agentes patogénicos contra os quais normalmente actuam as vacinas.

 

Por isso, o que a AT04A faz, explicou Staffler, é "enganar" o sistema imunitário, dando-lhe um antigénio suficientemente parecido com a PCSK9 para que o corpo desenvolva anticorpos que ataquem tanto a proteína como essa substancia estranha.

 

Gunther Staffler explicou que se trata na verdade mais de um tratamento por imunoterapia do que uma vacina propriamente dita.

 

A empresa salienta que bastaria uma injecção por ano, o que será uma vantagem em relação aos actuais tratamentos contra o colesterol à base de estatinas, que têm de ser tomadas diariamente. A vacina, disse Staffler, em princípio não se aplicará a alguns tipos de colesterol alto de origem genética.

 

Segundo o responsável até final do ano terminará a fase inicial do teste, em 72 pessoas sãs, em colaboração com a Universidade de Medicina de Viena. E o medicamento pode estar no mercado entre 2023 e 2025.

 

Cerca de 2,6 milhões de pessoas morrem anualmente devido a problemas relacionados com o alto colesterol.

 




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comentários mais recentes
Camaradaverao75 Há 2 semanas

Aparecem sempre "velhos do restelo" ou não? As "...tatinas" devem dar milhões!

Anónimo Há 2 semanas

Querem enganar o sistema imunitário mas ele já cá anda há milhões de anos, depois não venham dizer que se aleijaram com doenças Autoimunes e Reumatismos. Depois para tratar o que estragaram toca a utilizar a cortisona e matam de vez o sistema imunitário.

hummmm Há 2 semanas

Esta era das vacinas, preocupa-me...

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