Ásia Investimento chinês no estrangeiro cai mais de 40%

Investimento chinês no estrangeiro cai mais de 40%

"O investimento irracional no exterior abrandou de forma mais efectiva", afirmou o ministério, em comunicado, destacando que o país melhorou a sua estrutura industrial.
Investimento chinês no estrangeiro cai mais de 40%
Bruno Simão/Negócios
Lusa 16 de novembro de 2017 às 09:40

O investimento da China além-fronteiras entre Janeiro e Outubro registou uma queda homóloga de 40,9%, para 86.300 milhões de dólares (73.270 milhões de euros), anunciou hoje o ministério chinês do Comércio.

 

Os sectores comércio, manufactureiro, venda por atacado, retalho e tecnologias de informação foram os principais beneficiários do investimento chinês no exterior.

 

Durante este período não se registou nenhuma grande operação nos sectores imobiliário, desportivo ou entretenimento, reflectindo os esforços de Pequim para travar o que considera serem investimentos desnecessários ao desenvolvimento do país.

 

"O investimento irracional no exterior abrandou de forma mais efectiva", afirmou o ministério, em comunicado, destacando que o país melhorou a sua estrutura industrial.

 

Encorajadas pelo Governo, as empresas chinesas aumentaram nos últimos anos os investimentos além-fronteiras, como forma de assegurarem fontes confiáveis de retornos e adquirirem tecnologia avançada.

 

Os reguladores chineses emitiram este ano, no entanto, um raro comunicado conjunto, no qual advertem para investimentos "irracionais" além-fronteiras, em sectores nos quais abundam "riscos e perigos ocultos".

 

Algumas das empresas chinesas cujas aquisições no exterior praticamente pararam nos últimos meses detêm participações em importantes empresas portuguesas, como a Fosun e o HNA Group.

 

A Fosun é a maior accionista do banco Millennium BCP com 25,1% do capital, também detém 85% da seguradora Fidelidade (os restantes 15% do capital são da CGD) - que por sua vez é 'dona' do Grupo Luz Saúde - e conta ainda com uma participação de 5,3% na Redes Energéticas Nacionais (REN).

 

A HNA é accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway e da companhia brasileira Azul.

 

Segundo dados oficiais portugueses, desde que a China Three Gorges comprou 21,3% da EDP, em 2012, o montante do investimento chinês em Portugal já ultrapassou os 10.000 milhões de euros.

 




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