Conjuntura Empresários esperam crescimento mais baixo do investimento este ano

Empresários esperam crescimento mais baixo do investimento este ano

No ano passado o investimento das empresas cresceu ao ritmo mais elevado desde 2007. Apesar de os empresário terem melhorado as suas perspectivas, continuam a apontar para um abrandamento este ano, de acordo com um inquérito realizado pelo INE a empresários.
Empresários esperam crescimento  mais baixo do investimento este ano
Nuno Carregueiro 07 de julho de 2017 às 11:44

Os empresários estão mais optimistas com o investimento que vão realizar este ano, estimando agora um aumento de 5,1%, de acordo com o inquérito de conjuntura ao investimento, publicado esta sexta-feira, 7 de Julho, pelo INE.

 

Esta estimativa representa uma revisão em alta face aos resultados do primeiro inquérito, que apontavam para um aumento de 3,8% no investimento este ano.

 

Apesar desta melhoria de perspectivas, o aumento do investimento este ano será inferior ao registado no ano passado. De acordo com o INE, que efectuou este inquérito entre 1 de Abril e 28 de Junho, o investimento empresarial em termos nominais aumentou 7,4% em 2016.

 

Este aumento de 7,4% em 2016 – que é o mais acentuado desde a expansão de dois dígitos de 2007 - também representa uma revisão em alta face ao anunciado no anterior inquérito (taxa de crescimento de 6,5%).

 

O INE destaca o contributo das grandes empresas (com 500 ou mais empregados) para o aumento do investimento no ano passado, enquanto as PME com menos de 50 trabalhadores foram as únicas que baixaram o investimento. As perspectivas para 2017 são idênticas, já que são as grandes empresas que vão continuar a puxar pelo investimento.


Na análise por sectores, o INE destaca o comportamento das empresas exportadoras do segmento industrial, que deverão ter aumentado o investimento em 31,9% no ano passado. Para 2017, estima-se um aumento de 4,4%.

 

"Entre os objectivos do investimento, perspectiva-se um aumento do peso relativo do investimento orientado para a racionalização e restruturação e para outras finalidades, com a consequente diminuição da importância relativa do investimento de substituição e do investimento associado à extensão da capacidade de produção, continuando este, no entanto, a ser o objectivo mais referido", refere a nota do INE.

 

No que diz respeito ao destino dos investimentos, o maior aumento em 2016 foi na subdivisão de construções (13,5%), enquanto para 2017 será na aquisição de equipamentos (+8,3%).