Conjuntura Investimento público: um em cada quatro euros vem de fundos europeus

Investimento público: um em cada quatro euros vem de fundos europeus

Os fundos europeus são decisivos para o investimento público, mostram os dados divulgados hoje pela Comissão Europeia. Este ano, atrasos na sua colocação no terreno estão a coincidir com uma quebra do investimento.
Investimento público: um em cada quatro euros vem de fundos europeus
Reuters
Nuno Aguiar 07 de Outubro de 2016 às 11:00

Entre 2007 e 2013, 27,5% do investimento feito pelo Estado português foi financiado pela Política de Coesão da União Europeia. Este valor coloca Portugal na metade de cima do ranking de países que dependem mais destes mecanismos comunitários para investir. Uma realidade que está ficar bastante clara este ano.

 

Nove países dependeram mais dos fundos europeus do que Portugal, quase todos de leste, com destaque para a líder, Hungria, onde mais de 57% do investimento público teve origem nessa fonte. Neste "ranking", seis países apresentam percentagens inferiores a 1% durante esses sete anos (Luxemburgo teve 0,2%). A média da UE é 6,5%.

 

Segundo os dados disponibilizados pela Comissão, foram criados em Portugal 15 mil novos postos de trabalho em PME durante esse período, tendo sido apoiadas 16 mil pequenas e médias empresas e 2.500 start-ups. Foram construídas 300 quilómetros de estradas e feitas obras de renovação noutros 3.000 quilómetros.
 

No que diz respeito a educação, Bruxelas conclui ainda que foram investidos 2,2 mil milhões de euros em infraestruturas do sector. Na área do ambiente também houve avanços: 1,3 milhões de pessoas com tratamento de águas melhorado e 360 mil com melhor acesso a água potável.



De acordo com as contas de Bruxelas, na totalidade do espaço comunitário foram investidos 346,5 mil milhões de euros entre 2007 e 2013, tendo sido criado um milhão de postos de trabalho. Bruxelas espera que a actividade económica seja estimulada 1 bilião de euros até 2023. Ou seja, por cada euro financiado pelos fundos são gerados 2,74 euros adicionais de PIB.

"Os números falam por si próprios: a Política de Coesão funciona. Acredito que esta política é necessária e precisamos de a manter forte, também depois de 2020", refere a comissária europeia para a Política Regional, Corina Cretu. "A avaliação contribui para a nossa reflexão sobre como fortalecer a eficiência e desempenho da política no período 2014-2020 e nos anos seguintes."


Bruxelas conclui que os fundos ajudaram a financiar quase 400 mil PME e mais de 120 mil start-ups e que impulsionaram a construção de 4.900 quilómetros de estradas, na sua maioria auto-estradas. No que diz respeito a instrumentos financeiros, o montante disponível aumentou de mil milhões (2000-2006) para 11,5 mil milhões (2007-2013), via Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.  

 

A dependência de Portugal dos fundos comunitários para executar investimento público fica clara nestes números, mas também é visível nos maus resultados do investimento ao longo deste ano. O investimento do Estado está a cair 11,7%, quando devia estar a crescer 12%. O Governo tem justificado estas quebras com atrasos em colocar os fundos no terreno, prometendo uma aceleração até ao final do ano.




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 4 semanas


FP e CGA SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

Os beneficiários da CGA não descontaram nem para metade da pensão que recebem.

O buraco anual de 4 600 milhões de €, da CGA, é sustentado pelos impostos cada vez mais altos suportados pelos trabalhadores do privado.

A CGA tem 500 000 beneficiários (que se aposentaram a maioria com 50 e tal anos) e que continuam a ser sustentados em larga % pelos impostos cada vez mais altos pagos pelos outros trabalhadores.

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas


PS ROUBA A VIDA A 500.000 TRABALHADORES

EMIGRAÇÃO FORÇADA

Os Portugueses foram obrigados a emigrar devido à bancarrota do Socrates! …

e ao brutal aumento de impostos, ordenado pelo TC, para sustentar os privilégios da FP e seus pensionistas.

(claro que os xux.as e FP tentam esconder esta realidade)

Anónimo Há 4 semanas


PS LADRÃO, em ação (sempre a roubar os trabalhadores do privado).

COSTA LADRÃO aumenta impostos, aumenta dívida, aumenta despesa com salários e pensões da FP…

e corta em tudo o resto!

Anónimo Há 4 semanas


FP e CGA SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

Os beneficiários da CGA não descontaram nem para metade da pensão que recebem.

O buraco anual de 4 600 milhões de €, da CGA, é sustentado pelos impostos cada vez mais altos suportados pelos trabalhadores do privado.

A CGA tem 500 000 beneficiários (que se aposentaram a maioria com 50 e tal anos) e que continuam a ser sustentados em larga % pelos impostos cada vez mais altos pagos pelos outros trabalhadores.

pub
pub
pub
pub