Política Isaltino Morais: "Queremos acreditar que Portugal é um Estado de direito"

Isaltino Morais: "Queremos acreditar que Portugal é um Estado de direito"

"Rejeitar uma candidatura é um desrespeito". Foi assim que Isaltino Morais reagiu, em conferência de imprensa esta noite, ao facto de a sua candidatura à Câmara de Oeiras ter sido recusada pelo tribunal.
Isaltino Morais: "Queremos acreditar que Portugal é um Estado de direito"
Cofina Media
Negócios 08 de agosto de 2017 às 21:56

A candidatura de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras foi recusada pelo tribunal de Oeiras, o qual invocou um problema de assinaturas. O candidato já reagiu, em conferência de imprensa, tendo considerado que "é um desrespeito" recusar uma candidatura que cumpriu "escrupulosamente" a lei.

O candidato à Câmara de Oeiras nas autárquicas do próximo dia 1 de Outubro sublinhou que a candidatura da sua lista "cumpriu respeitou escrupulosamente a lei, ao seu mais ínfimo pormenor".

 

Isaltino Morais dispõe de 48 horas para recorrer da decisão e afirmou que é o que fará.

 

O candidato independente frisou que "rejeitar a nossa candidatura é um desrespeito pelos milhares de cidadãos que livremente a subscreveram".

Isaltino Morais foi mais longe e pôs em causa a imparcialidade do juiz Nuno Cardoso, mas dizendo não querer acreditar que as suas relações familiares com o actual presidente – e também candidato - da Câmara Municipal de Oeiras, Paulo Vistas, tenham tido influência na decisão.

"Não compreendemos a penalização de uma candidatura que cumpriu e foi além da lei. Estranhamos que seja rejeitada, sabendo que cumprimos escrupulosamente a lei. É inacreditável esta disparidade de critérios do mesmo juiz", salientou.

"Queremos acreditar que Portugal é um Estado de direito", rematou o candidato à Câmara de Oeiras.

Isaltino Morais, recorde-se, foi condenado em 2009 a sete anos de prisão e perda de mandato autárquico. Um ano depois, a Relação decidiu baixar a pena para dois anos. Acabaria por ser solto ao fim de um ano, ficando em liberdade condicional, obrigado a ter residência fixa em Miraflores e proibido de sair do país até 2015.

 

(notícia actualizada às 22:21)




A sua opinião24
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Vergonha de cão ? ou falta dela 10.08.2017

Um caso típico de quem quer recuperar o que perdeu por culpa própria. É o vale tudo de quem foi condenado (provou-se) mas a coisa já passou e o povo tem memória curta, diz ele no seu circulo de amigos. É assim que certos "politicos" agem desprezando aquilo a quem alguns saudosos lembram, HOMBRIDADE

Anónimo 09.08.2017

Coitado do Isaltino, que saudades deve ele ter dos tempos em que mandava na C.M.O , olha-se para a cara dele e nota-se que anda triste.
É um patriota de 1ª linha pois podia fácilmente estar a gozar a vida na Suiça, mas não, quer continuar a servir o povo. Bem hajam Patriotas como ele .
Vai lá vai

continue a torrar dinheiro 09.08.2017

Já gastou 1 milhão € em tribunais, advogados, o que devia ao fisco, agora os juros, e a campanha. Ah e remover os outdoors não é fácil. Tudo pela sede de vingança.

Anónimo 09.08.2017

Se fosse um estado direito quem foi condenado pelo tribunal por fuga ao fisco nunca mais deveria candidatar-se a qualquer câmara. Como é que se pode acreditar em alguém que já mentiu 2 ou 3 vezes? Já gastou 1 milhão € em tribunais, advogados, o que devia ao fisco, agora os juros, e a campanha.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub