Conjuntura ISEG vê economia a crescer entre 2,4% e 2,8% em 2017

ISEG vê economia a crescer entre 2,4% e 2,8% em 2017

Se vier a crescer mais de 2,5%, a economia portuguesa terá o melhor registo desde 2000. A instituição vê o investimento a crescer 7,5% e as importações e exportações a aumentarem na mesma magnitude.
ISEG vê economia a crescer entre 2,4% e 2,8% em 2017
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 26 de maio de 2017 às 10:56
O ISEG reviu em alta as suas previsões para o crescimento da economia portuguesa para 2017, antecipando agora um aumento do PIB entre 2,4% e 2,8% para o total do ano. Em Março, a previsão apontava para um crescimento no intervalo de 1,7% a 2,1%. 

A concretizar-se esta evolução - que está dependente de as condições internacionais se manterem favoráveis - o Produto Interno Bruto de Portugal registaria o maior crescimento pelo menos desde 2007, ano em que a economia avançou 2,5%.

Mas se a previsão mais optimista se confirmar (acima de 2,5% e até 2,8%), o país teria a maior subida do PIB em 17 anos, ou seja desde 2000, ano em que o produto avançou 3,5%.

A actualização da previsão para o conjunto do ano, anunciada esta sexta-feira, 26 de Maio, segue-se a "uma significativa aceleração do crescimento homólogo" no primeiro trimestre, "mais pronunciada do que o antecipado" e que saiu acima do esperado pela instituição: 2,8% contra os 2,4% antecipados, constituindo o melhor trimestre numa década.

A alteração de previsão de crescimento assenta num cenário de subida de 2,4% no consumo privado, de aumento de 7,5% no investimento e de um avanço de 7,0% nas exportações e entre 7,0% e 8,0% nas importações, antevê o grupo de análise económica da instituição. 

O contributo da procura externa líquida será o mais relevante para alcançar as previsões agora actualizadas, esperando o ISEG que venha a ser "menos negativo do que o habitual" e acompanhando o ritmo de crescimento do primeiro trimestre deste ano. 

As previsões do ISEG estão entre as mais optimistas conhecidas até ao momento. Há cerca de duas semanas, os economistas do BPI viam o PIB a crescer mais de 2% depois de uma "aceleração do crescimento particularmente impressiva" no primeiro trimestre, enquanto a Católica apontava para uma subida de 2,4%. Já o Montepio vê a economia a avançar 2,3%.

Antecipações que ficam, todas elas, acima das metas estabelecidas pelo Governo para o crescimento da economia: subida de 1,5% prevista no Orçamento do Estado, que passou a 1,8% no Programa de Estabilidade.

Mas já esta semana o ministro das Finanças Mário Centeno admitiu a possibilidade de a economia romper estas metas e crescer mais de 2% no total do ano. Em entrevista à Reuters, o inquilino do Terreiro do Paço arrisca uma variação homóloga do produto superior a 3% no segundo trimestre.

Mais optimista está o Presidente da República - Marcelo Rebelo de Sousa, há uma semana em conversa com deputados croatas em Zagreb, arriscou a possibilidade de o PIB subir 3,2%. Ainda ontem reafirmou a previsão: "quando um trimestre está em 2,8% pode ir mais longe. Pode ir no trimestre a seguir ou até ao fim do ano, mas há uma mudança de ritmo tal que permite ir para esses valores".

(Notícia actualizada às 12:43 com mais informação; previsão do Montepio corrigida às 12:28 com indicação do valor actualizado depois de conhecido o crescimento do PIB no primeiro trimestre)

A sua opinião16
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 2 dias


CORTAR JÁ, NAS PENSÕES ATUAIS DOS LADRÕES FP / CGA

Os beneficiários da CGA não descontaram nem para metade da pensão que recebem.

O buraco anual de 4 600 milhões de €, da CGA, é sustentado pelos impostos cada vez mais altos suportados pelos trabalhadores e pensionistas do privado.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 dias


CORTAR JÁ, NAS PENSÕES ATUAIS DOS LADRÕES FP / CGA

Os beneficiários da CGA não descontaram nem para metade da pensão que recebem.

O buraco anual de 4 600 milhões de €, da CGA, é sustentado pelos impostos cada vez mais altos suportados pelos trabalhadores e pensionistas do privado.

geringonço esquerdalha ilusionista Há 2 dias

O Diabo chega sempre no final dos desgovernos socialistas! Os Portugueses já o conhecem!

Ca Há 2 dias

Andam para aqui uns Manueis Pinhos a anunciar o fim da crise! O resultado é sempre o mesmo: ou Bancarrota ou Pântano!

Nem mais Ze Nabo Há 2 dias

É só merda à solta.

ver mais comentários
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub
pub