Itália: Governo aprova mais cortes na despesa para evitar novo aumento do IVA
30 Abril 2012, 22:17 por Lusa
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O governo italiano aprovou hoje, em conselho de ministros, uma série de medidas para reduzir a despesa pública de forma estrutural e evitar uma nova subida do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) no muito curto prazo.
"O montante total da redução da despesa pública é de 4.200 milhões de euros, um montante que vai servir para evitar um aumento do IVA de dois pontos, previsto para Outubro próximo", afirmou o chefe do governo, Mario Monti, após o conselho de ministros, que se prolongou por quase seis horas.

Enrico Bondi, ex-administrador da empresa agroalimentar Parmalat, em processo de falência, foi nomeado comissário extraordinário para a racionalização de despesas públicas, tendo como missão definir o nível de despesas para cada sector.

"Estou grato a Bondi por ter aceitado esta pesada missão. Escolhemos a pessoa mais respeitável e a mais conhecida em Itália pela sua actividade", afirmou o chefe de governo italiano.

Até 31 de Maio, os vários ministérios deverão identificar os sectores em que as despesas podem ser reduzidas. Mario Monti vai liderar um comité interministerial cuja missão é escolher os postos de trabalho que podem ser alvo de cortes.

Estas medidas são resultado de um relatório do ministro dos assuntos parlamentares, Piero Giarda, encarregado por Monti de realizar uma "spending review", o termo em inglês usado pelo governo de Itália, que significa revisão das despesas públicas.

Esta revisão pretende também satisfazer os objectivos de muito curto prazo, encaixando novas poupanças para permitir à Itália cumprir mais facilmente o seu objectivo de equilíbrio orçamental e evitar uma nova subida do IVA.

O aumento de dois pontos do IVA, para os 23 por cento, depois de uma primeira subida de um ponto, para os 21 por cento, em Setembro, foi já determinado em Dezembro, ao abrigo do último plano de austeridade. No entanto, o governo estima agora que a medida pode agravar a recessão.

A economia italiana entrou em recessão no final de 2011 e o governo disse, há duas semanas, que a contracção económica seria mais acentuada do que o previsto, revendo em queda as suas previsões económicas.

O executivo italiano prevê uma contracção de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, contra as previsões anteriores de -0,4 por cento, o que irá adiar para 2014-2015 o regresso do país ao equilíbrio orçamental, um objectivo que foi inicialmente estabelecido para o ano de 2013.

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