Política Já dois juízes bloquearam o novo decreto anti-imigração de Trump

Já dois juízes bloquearam o novo decreto anti-imigração de Trump

Depois de ontem o juiz Derrick Watson, do Havai, ter bloqueado temporariamente a nova ordem executiva de Trump, que visa impedir a entrada de pessoas provenientes de seis países de origem muçulmana, hoje foi a vez de um juiz de Maryland também o fazer.
Já dois juízes bloquearam o novo decreto anti-imigração de Trump
Reuters
Carla Pedro 16 de março de 2017 às 22:56

Tudo começa a assemelhar-se ao percurso que tomou o primeiro decreto anti-imigração de Trump, que que visava impedir a entrada de pessoas provenientes de sete países de origem muçulmana. Esse decreto começou por ser bloqueado por juízes de vários Estados, tendo a Administração feito subir a proposta ao Tribunal de Recurso de São Francisco - mas também aí levou um chumbo.

 

Em vez de recorrer para o Supremo, Donald Trump decidiu reformular alguns aspectos do decreto e apresentou então uma nova ordem executiva que deveria ter entrado em vigor esta quinta-feira. No entanto, ontem à noite o juiz Derrick Watson, do Havai, suspendeu temporariamente a sua aplicação.

Esta quinta-feira foi a vez de o juiz federal Theodore D. Chuang, do Estado de Maryland, fazer o mesmo. E não deve ficar por aqui, dado que vários outros Estados norte-americanos estão também a tentar impedir que esta nova ordem executiva possa prosseguir.


O decreto assinado por Trump a 27 de Janeiro para "proteger a nação do terrorismo" visava impedir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países (Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen) durante três meses e o acolhimento de refugiados durante quatro meses, mas os sírios eram alvo de uma proibição sem limite de duração. 

A nova ordem, reformulada por Trump, traz várias alterações: o Iraque deixou de constar da lista, que encolheu assim de sete para seis países, além de que não incide sobre quem já é titular de residência permanente nos EUA. Além disso, proíbe a entrada de refugiados sírios durante 120 dias e não indefinidamente.


(notícia actualizada às 23:53)


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