Função Pública Já há mais de 28 mil candidaturas de precários, dizem sindicatos

Já há mais de 28 mil candidaturas de precários, dizem sindicatos

Trata-se de um aumento significativo face aos últimos números divulgados pelo ministro das Finanças, que na semana passada identificou 19 mil requerimentos.
Já há mais de 28 mil candidaturas de precários, dizem sindicatos
Miguel Baltazar/Negócios

 

O programa de regularização de precários já reuniu mas de 28 mil candidaturas, entre requerimentos online e em papel, segundo revelou ao Negócios José Abraão da Fesap.

O dirigente da estrutura da UGT explica que estes dados, bastante superiores aos cerca de 19 mil anunciados na semana passada por Mário Centeno, foram avançados numa reunião da comissão de coordenação, esta quinta-feira, 6 de Julho.

As candidaturas individuais terminaram na sexta-feira, mas ao longo do mês de Julho os dirigentes ainda podem apresentar casos.

José Abraão afirma que nas comissões ainda há dúvidas sobre se devem por exemplo ser considerados "os trabalhadores em ‘outsorcing’ que cumprem necessidades permanentes dos serviços".

Outra da questão que se coloca é a da consideração ou não de membros ou pessoal de apoio aos gabinetes ministeriais. "Há motoristas há quinze anos que passaram de ministro para ministro", diz, reconhecendo que questão é sensível por causa da dificuldade em distinguir "os que são precários e os que são políticos".

O Governo discute esta sexta-feira a proposta de lei que estabelece as regras dos concursos para admitir os candidatos que passarem esta primeira fase. Só serão considerados aqueles cujas funções sejam consideradas permanentes pelos dirigentes, pelas comissões, e pelos ministros.

O facto de existirem 28 mil candidaturas não significa que todas sejam admitidas. Há por exemplo casos de trabalhadores com contrato individual de trabalho, sem termo, que concorreram ao programa, segundo os sindicatos. Em causa estão pessoas que se regem pelo Código do Trabalho, uma situação frequente nas empresas públicas, mas que nos casos descritos têm um vínculo considerado "estável" à luz dos critérios laborais do privado.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Quando a República Portuguesa estiver novamente à beira da falência e estes precários forem todos definitivos cheios de direitos adquiridos, blindados à prova de mercado ou de oferta e de procura e de inovação ou avanço tecnológico, é que se apercebem do erro. Mas já vai ser tarde.

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Na CGD é o que é. Não despedem nem que os 2200 colaboradores que não são mais lá precisos assaltem a caixa forte e cuspam em que lhes deu de comer. Nós vamos pagando chorudas comissões e impostos. As leis deste país protegem os ordinários. Na banca de retalho as leis também não os queriam deixar ser precários. Tinham que ser definitivos cheios de direitos adquiridos custasse o que custasse. Depois foi o que se viu.

Anónimo Há 2 semanas

Em organizações públicas e privadas do mundo mais desenvolvido, no âmbito da gestão das organizações faz-se gestão de recursos humanos (GRH). Sem GRH, nem criação de valor ocorre nem elevação dos rendimentos de colaboradores não excedentários se dá, uma vez que os excedentários, por definição, limitam-se a extrair valor. Economias com GRH enriquecem e desenvolvem-se de forma sustentável. Ser excedentário não significa por si só que se seja criminoso ou mesmo incompetente. Ser excedentário é como estar na condição de desempregado mas a ser suportado por uma organização que emprega o desempregado. O desempregado e o excedentário são apenas uma oferta sem procura. Isso não é crime, crime é não fazer GRH. O desempregado, sem procura no mercado laboral onde oferece trabalho. O excedentário, sem procura numa dada organização empregadora que tem que o suportar prejudicando a persecução da sua missão, visão e propósito. Ambos são um problema do Estado de Bem-Estar Social e não do empregador.

Anónimo Há 2 semanas

Para estes deixarem de ser precários, todos os agentes económicos que sustentam o excedentarismo e suas pensões futuras são obrigados a ficar cada vez mais precários.

Anónimo Há 2 semanas

Os "definitivos" dispensados regressam ao sistema de ensino por um, dois ou mais anos, procuram oferecer no mercado o seu talento a um novo empregador interessado em aproveitar e valorizar as suas competências e experiência ou pura e simplesmente com o know-how adquirido abrem o seu próprio negócio. Os "precários" quando obsoletos, farão o mesmo. Qual o suporte para isto? Já existe. É o Estado de Bem-Estar Social. Mas tem que ser universal ou torna-se caro, injusto e ineficaz.

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