Revista de 2016 Janeiro: Mercados iniciam ano em nervos com queda do petróleo e bolsas

Janeiro: Mercados iniciam ano em nervos com queda do petróleo e bolsas

O ano novo no Ocidente já tinha entrado. Na China ainda faltava uns dias. As bolsas chinesas abalaram os restantes mercados. A juntar a esta descida, também o petróleo chegou a negociar abaixo dos 30 dólares. Um mau arranque para os mercados.
Alexandra Machado 06 de dezembro de 2016 às 22:50

Foi preciso recuar a Dezembro de 2003 para nos lembrarmos do petróleo ao valor que atingiu em Janeiro. Foi no ano em que estreou o Senhor dos Anéis no cinema que o preço da matéria-prima cotou abaixo dos 30 dólares, valor ao qual voltou no início do ano.

Não bastava o excesso da oferta e o mercado ainda se abria a um dos maiores produtores: o Irão, que prometia encher mais os reservatórios com o fim das sanções. Foi também preciso chegar ao final do ano para que o petróleo voltasse a tocar níveis acima dos 50 dólares, e só depois da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ter acordado um corte de produção para 2017, Irão incluído.

Levantamento de sanções ao Irão - O Irão cumpriu, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, as determinações para a redução das actividades nucleares. E com isso as sanções ocidentais foram, parcialmente, levantadas. Hassan Rouhani, presidente iraniano, congratulou-se com o que disse ser o fim do isolamento do país, para escrever uma "página dourada na história" do Irão.O levantamento das sanções quer por parte dos Estados Unidos, quer pela União Europeia abriu ao mundo um mercado de 78 milhões de consumidores. Um novo capítulo económico e diplomático.
Levantamento de sanções ao Irão - O Irão cumpriu, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, as determinações para a redução das actividades nucleares. E com isso as sanções ocidentais foram, parcialmente, levantadas. Hassan Rouhani, presidente iraniano, congratulou-se com o que disse ser o fim do isolamento do país, para escrever uma "página dourada na história" do Irão.O levantamento das sanções quer por parte dos Estados Unidos, quer pela União Europeia abriu ao mundo um mercado de 78 milhões de consumidores. Um novo capítulo económico e diplomático.
Reuters


Ao mini-choque petrolífero ainda se juntava, no início, do ano o choque que veio da China, com as bolsas a caírem até ao que se designa mercado "urso", que acabou por arrastar para a mesma tendência os mercados europeu e norte-americano. O mês terminou com o índice chinês, Shanghai Composite, com uma queda de 23%. Na Europa, o Stoxx 600 perdeu, no mês, 6,4% e o PSI-20 acumulou uma queda de 4,7% e nos EUA o S&P 500 desvalorizou 5%. Foram dos piores arranques das bolsas mundiais das últimas décadas. Tudo porque o crescimento económico da China estava a abrandar.

Na antevisão de um ano difícil, os olhos viraram-se para os bancos centrais. Na primeira reunião do ano, o BCE, e depois das quedas do petróleo colocarem mais longe as metas da inflação, sinalizou logo estar disponível para novos estímulos. Os mercados acalmaram e olharam para o outro lado do atlântico. Depois da subida em Dezembro das taxas de juro (que não acontecia há uma década), a Fed manteve-as na primeira reunião de 2016. E em todas as outras até agora.

Isto passava-se nos mercados. Mas o mundo corria para eliminar o vírus zika. E a Bial passava pela pior crise da sua história: a morte de um voluntário em França nos testes a um fármaco seu.

O Ocidente acordou no Dia dos Reis com a notícia: a Coreia do Norte garantia ter efectuado o primeiro teste com uma bomba de hidrogénio (bomba H). Apesar do anúncio de Kim Jong-Un, as dúvidas sobre a capacidade de Pyongyang deter tecnologia para construir a bomba H foram logo levantadas. O que é certo é que o o Departamento de Geologia dos Estados Unidos registou actividade sísmica com uma magnitude de 5,1 naquele país. Já os testes nucleares terão continuado ao longo do ano.
O Ocidente acordou no Dia dos Reis com a notícia: a Coreia do Norte garantia ter efectuado o primeiro teste com uma bomba de hidrogénio (bomba H). Apesar do anúncio de Kim Jong-Un, as dúvidas sobre a capacidade de Pyongyang deter tecnologia para construir a bomba H foram logo levantadas. O que é certo é que o o Departamento de Geologia dos Estados Unidos registou actividade sísmica com uma magnitude de 5,1 naquele país. Já os testes nucleares terão continuado ao longo do ano.
Reuters

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