Américas Jeff Sessions recomendado como procurador-geral dos EUA

Jeff Sessions recomendado como procurador-geral dos EUA

A comissão de Justiça do Senado deu luz verde ao nome do antigo senador. Democratas votaram contra. Esta quarta-feira a comissão de Finanças aprovou também os nomes dos futuros secretários do Tesouro e Saúde.
Jeff Sessions recomendado como procurador-geral dos EUA
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 01 de fevereiro de 2017 às 18:28
O nome de Jeff Sessions foi esta quarta-feira, 1 de Fevereiro, aprovado na comissão de Justiça do Senado norte-americano como nomeado para procurador-geral dos Estados Unidos, depois de votos favoráveis de todos os 11 senadores republicanos e a oposição dos nove democratas presentes.

A recomendação de Sessions (na foto) ocorre depois de os democratas terem forçado o adiamento da votação de ontem para hoje e de a procuradora-geral interina, Sally Yates, ter sido afastada pelo presidente Donald Trump na segunda-feira.

Sally foi demitida depois de ter recusado cumprir as orientações presidenciais na limitação de entrada de estrangeiros nos EUA. Para o seu lugar foi indicado Dana Boente, até à efectivação de Sessions.

O processo de nomeação segue agora para a câmara do Senado, onde o nome deverá ser votado a partir do início da próxima semana, de acordo com a CNN.

Já esta quarta-feira outra comissão, a de Finanças, deu luz verde a dois nomes da administração de Trump - dos secretários do Tesouro e da Saúde. No entanto, a validação ocorreu à revelia dos senadores democratas, alterando as regras que obrigavam à presença de pelo menos um elemento de cada formação partidária na comissão.

Sessions, um senador do Alabama de 70 anos, é um aliado de Trump desde o início da sua campanha presidencial e deverá, segundo a Reuters, apoiar a ordem executiva do presidente, tanto mais que um dos seus antigos assessores, Stephen Miller, ajudou a desenhar a peça legislativa.

Desde sexta-feira passada que os imigrantes oriundos de sete países maioritariamente muçulmanos estão impedidos, por um período de três meses, de entrar nos EUA - excepção feita aos que detenham autorizações de residência, cuja entrada será analisada caso a caso. Já o programa de integração de refugiados foi suspenso para reavaliação por quatro meses.



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investidor1 02.02.2017

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