Política Jerónimo acusa Catarina Martins de ignorância sobre trabalho dos eleitos locais da CDU

Jerónimo acusa Catarina Martins de ignorância sobre trabalho dos eleitos locais da CDU

O líder do PCP iniciou hoje a campanha eleitoral da CDU em defesa dos autarcas e do trabalho desenvolvido localmente, contrariando a ideia expressa na véspera pela coordenadora do BE, Catarina Martins.
Jerónimo acusa Catarina Martins de ignorância sobre trabalho dos eleitos locais da CDU
Miguel Baltazar
Lusa 19 de setembro de 2017 às 16:29
"Aos que por ignorância ou verbalismo atiram pedras para o ar, podemos assegurar que os eleitos da CDU nunca faltaram, em maioria ou minoria, à defesa dos interesses dos trabalhadores e das populações", afirmou Jerónimo de Sousa, num almoço-comício numa quinta dos arredores de Tomar, Santarém, no primeiro de 11 dias oficiais de campanha autárquica.

A bloquista Catarina Martins mostrara-se, na segunda-feira, na Marinha Grande (Leiria), onde hoje a caravana CDU encerra o dia, "absolutamente chocada" com o "silêncio cúmplice" da generalidade das autarquias enquanto eram destruídos os serviços públicos, garantindo que os bloquistas concorrem às eleições locais também para mudar esta realidade.

"Eles têm um pouco a síndrome da raposa, que vê um cacho de uvas, salta três vezes e não as apanha. Então, vira-se de costas, de forma desdenhosa, e diz: estão verdes, não prestam'. É a mesma concepção que têm em relação às autarquias", disse, em nova referência ao BE e à sua escassa implantação no poder local, recorrendo à fábula da raposa e das uvas do grego Ésopo, readaptada pelo francês La Fontaine.

Jerónimo de Sousa, elogiando a tradição de "trabalho, honestidade e competência" dos responsáveis locais eleitos pela CDU, afirmou ainda que "o pior cego é o que não quer ver" em relação a "esses concorrentes" que "vêm atacar as autarquias".

Para o líder da CDU, que junta comunistas, ecologistas e independentes e lidera 34 municípios e cerca de 200 freguesias, "virem agora culpar as autarquias e os autarcas por aquilo que aconteceu é, no mínimo, injusto e irresponsável".

O secretário-geral do PCP recordou os quatro anos de Governo PSD/CDS-PP e os cortes introduzidos naquele período de intervenção externa pela 'troika' da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

"As populações ficam a ganhar porque a CDU é a grande força de esquerda no poder local. Sabem que os eleitos CDU não só asseguram uma gestão diferente e ao serviço das suas aspirações como encontram quem aja, organize e mobilize a luta em defesa dos seus direitos", continuou.

O secretário-geral comunista vincou que o seu partido e os integrantes da CDU nunca abandonou a defesa dos serviços públicos e dos direitos dos cidadãos.

"A CDU para além dos bons candidatos tem um projecto... funciona como equipa e não à procura de um artista que, de repente, descobre a pólvora e vem resolver os problemas", afirmou.



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