Eleições Jerónimo de Sousa critica políticas de "desastre nacional" do PS, PSD e CDS

Jerónimo de Sousa critica políticas de "desastre nacional" do PS, PSD e CDS

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou este sábado o PS, PSD e CDS-PP de terem conduzido políticas de "desastre nacional" com o discurso de que era preciso acabar com as "gorduras do Estado".
Jerónimo de Sousa critica políticas de "desastre nacional" do PS, PSD e CDS
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 08 de julho de 2017 às 16:56

Intervindo num almoço da candidatura autárquica a Vila Franca de Xira, Jerónimo de Sousa criticou as "políticas desastrosas" que ao longo dos anos promoveram "o desmantelamento da administração pública e degradou todas as funções do Estado, incluindo as funções de soberania, incluindo a segurança e a defesa com as consequências também agora em Tancos e o roubo de material de guerra".

"Como é que foi possível, perguntam. Foram políticas conduzidas por sucessivos governos do PS, PSD e CDS e que tiveram no Governo anterior do PSD/CDS e no seu discurso sobre as `gorduras do Estado´ o mais acabado exemplo dessa política de desastre nacional", acusou Jerónimo de Sousa.


O secretário-geral comunista centrou depois as críticas nos líderes actuais do PSD e do CDS-PP, afirmando que tais políticas foram conduzidas pelos "mesmos que agora proclamam aos sete ventos, como o fazem Passos e [Assunção] Cristas, que o Estado falhou".


"Eles que mandaram a pedra e agora escondem a mão", acusou.


Para o secretário-geral do PCP, "não foi o Estado que falhou", foi quem em seu nome "decidiu políticas contrárias ao interesse nacional", a "política de direita" que "Passos, [Paulo] Portas e Cristas, sua ministra da Agricultura, aplicaram também com tanto zelo e em relação à qual o Governo do PS tem dificuldades de se descolar".


"A política do cortar em série e de guerra aos trabalhadores da Administração Pública, à justiça, às forças de segurança, aos militares. A política do saem dois e não entra nenhum, a política de centralização que liquidou estruturas necessárias à orientação da floresta", disse.


Segundo Jerónimo de Sousa "há responsabilidades outras a apurar" mas "nem Passos, nem Cristas, nem a política de direita de anos e anos podem passar impunes desta situação e do apuramento das suas responsabilidades".


"Não acusem, admitam que podem ser responsabilizados por aquilo que fizeram no Governo", disse, aplaudido pelos militantes comunistas e apoiantes da CDU.


Jerónimo de Sousa pediu votos para reforçar a CDU e o PCP "para se darem novos, mais substanciais e firmes passos na solução dos problemas de fundo do país" e lembrou as propostas como o aumento das pensões de reforma.


A este propósito, Jerónimo de Sousa criticou Passos Coelho: "Só uma incontida insensibilidade social e ressabiamento político pode justificar" que Pedro Passos Coelho tenha considerado errada a opção de aumentar as pensões".


O PCP, através da coligação com o PEV e ID, espera reconquistar a presidência da Câmara de Vila Franca de Xira que perdeu em 1997 para o PS, com a candidatura de Regina Janeiro, que reuniu hoje num almoço de arranque da pré-campanha 1200 pessoas no Pavilhão Multiusos do concelho.




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Anónimo Há 2 semanas

A dívida pública anda a bater recordes. Mas o pior é que a banca de retalho subsidiada pelo Estado está mesmo à espera disso para aumentar a carteira de clientes e elevar o "produto bancário". A banca de retalho tradicional é a maior amiga do excedentarismo, da falta de transparência e demais fontes de despesismo. Não brinquem mais com o fogo que esta pandilha é perigosa e totalmente irresponsável.

Anónimo Há 2 semanas

Para entender a crise de equidade e sustentabilidade que tem afectado as economias desenvolvidas e posto territórios como os de Portugal e Grécia nas más bocas do mundo, é fundamental perceber que para uns serem excedentários ou pagos acima do preço de mercado, outros têm que pagar mais caro quando consomem bens e serviços, pagar mais taxa de imposto quando são tributados, obter menor retorno sobre o investimento quando investem, poupar menos quando aforram, ser pior remunerados, abaixo do seu preço de mercado, quando oferecem trabalho com real procura...

Anónimo Há 2 semanas

Então mas vamos despedir as pessoas assim sem mais nem menos mesmo que elas já não tenham desde há muito qualquer tarefa justificável a cumprir na organização que as emprega e tem remunerado? Claro que não. Aumentem-se as comissões, as contribuições e os impostos às "não pessoas" que são os clientes ou utentes da organização e os contribuintes. O nível de vida das pessoas tem que ser salvo e mantido em elevado patamar custe lá o que custar. Haja humanidade. Tenham as pessoas em consideração. As não pessoas que paguem e não bufem.

Anónimo Há 2 semanas

Mas quando o trabalhador nem pode ser despedido por o posto de trabalho já não se justificar nem substituído por uma máquina, nem ver o seu salário, já inflacionado ao longo de toda uma carreira de progressões automáticas constantes, reduzido para valor mais próximo do preço de mercado uma vez que há uma fila de candidatos àquele emprego, mais dinâmicos, motivados e preparados, que trabalhariam de bom grado por metade da remuneração, a população que investiu na organização ou tem trabalho para oferecer perde rendimentos. A população que consome bens ou serviços da organização perde rendimentos. A população que paga impostos para a organização, no caso daquela ser do sector público, fornecedora do sector público ou subsidiada pelo Estado, perde rendimentos. A população que inventou e desenvolveu a máquina perde rendimentos. A população que poderia inovar, investir e lançar no mercado máquinas ainda melhores, perde rendimentos.

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