Política Jerónimo de Sousa diz que processo de Novo Banco "corre risco” de ter “contornos iguais ao BPN”

Jerónimo de Sousa diz que processo de Novo Banco "corre risco” de ter “contornos iguais ao BPN”

O secretário-geral do PCP disse este sábado que o processo do Novo Banco "corre neste momento o sério risco de se traduzir num processo de contornos iguais ao BPN" e defendeu o "controlo público da banca".
Jerónimo de Sousa diz que processo de Novo Banco "corre risco” de ter “contornos iguais ao BPN”
Bruno Simão/Negócios
Lusa 07 de janeiro de 2017 às 22:10

"A utilização da resolução ao BES [Banco Espírito Santo] corre neste momento o sério risco de se traduzir num processo de contornos iguais ao BPN em todas as dimensões", afirmou este sábado, 7 de Janeiro, Jerónimo de Sousa, durante um almoço-convívio do PCP, em Grândola.

Para o líder do PCP, "se depois de pagar a resolução, a opção do Governo for vender o Novo Banco por um preço a desconto, então essa resolução em nada difere da chamada nacionalização do BPN".

"No essencial, em ambos os casos, estaríamos perante um processo de socialização da dívida dos privados e devolução aos privados do banco já livre de problemas", argumentou, frisando que "o PCP não concorda com esta solução de pôr os portugueses a pagar mais uma vez os desmandos da banca".


Jerónimo de Sousa defendeu ainda que "a entrega do Novo Banco a privados significaria que mais de 60% do capital bancário seria detido por grupos estrangeiros" e que "isso tem implicações concretas na capacidade de decisão política dos portugueses e nos seus órgãos de soberania".


"E é por isso que nós consideramos, camaradas, que esta questão do controlo público da banca é um elemento fundamental de afirmação da nossa soberania, por um lado, e na possibilidade de desenvolvimento económico", sublinhou perante a plateia de militantes do partido.


"Alguém acredita, camaradas, que se ficar na mão de estrangeiros têm alguma preocupação em relação ao apoio às pequenas e médias empresas, em relação às famílias, em relação à nossa economia", questionou.


"Claro que não", rematou, afirmando o empenho na "batalha do controlo público da banca".




A sua opinião5
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
pertinaz 09.01.2017

ESTE ÍNDIO NEM SABE DO QUE FALA... É A FAVOR OU CONTRA A NACIONALIZAÇÃO???

Jl 08.01.2017

Era lamentável e indesculpável para o PCP que ao dar apoio a este governo se tornasse efectivamente num parceiro activo nesse processo, não basta alertar é preciso defender os contribuintes dessa perigosa aventura...

Amilcar Alho 08.01.2017

Comparar o BES com o BPN é ridículo. As consequências para os portugueses com a resolução do BES, que foram branqueadas na Comissão Parlamentar de Inquérito, não são quantificáveis. O país regrediu 15 anos. As poupanças dos portugueses foram para parar ao bolso dos estrangeiros (Brasil, Angola, Espa

O Kamerade Jerone. 08.01.2017

Atao na sabe, a na nos quer dizere, que este Velho Banco, vai ser so mais uma roubalheira e feito debaixo das suas barbas, e o sr. faz que nada vê?E claro que as comicoes vao calar os camaradas, para depois fazer a Festa da Atalaia. Pagar IMI pelos Predios nao e preciso o tolo Ze Tuga que pague.

ver mais comentários
pub