Política Jerónimo de Sousa faz jura de guerra à "política de direita" na discussão do OE2018

Jerónimo de Sousa faz jura de guerra à "política de direita" na discussão do OE2018

O secretário-geral do PCP garantiu que os comunistas vão continuar a lutar por mais direitos e rendimentos para trabalhadores e população na discussão do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), contra a "política de direita".
Jerónimo de Sousa faz jura de guerra à "política de direita" na discussão do OE2018
Lusa 20 de maio de 2017 às 12:21

Jerónimo de Sousa, desvalorizou "o maior ou menor optimismo" do primeiro-ministro ou do Presidente da República, classificando o Governo socialista de ser "quase mais papista que o papa" no que toca ao défice, em que "cada décima são menos 200 milhões de euros" nos serviços públicos.

 

"No processo de elaboração e debate do próximo OE, lá estaremos, mas também com a nossa iniciativa legislativa no quadro das nossas atribuições na Assembleia da República, prontos a prosseguir a nossa luta para resolver os problemas do país e continuar a garantir com a nossa iniciativa e proposta o prosseguimento do caminho da reposição de rendimentos e direitos, e da elevação das condições de vida do povo", afirmou na sexta-feira, 20 de Maio, num comício autárquico da Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta comunistas, "Os Verdes", Intervenção Democrática e independentes, em Queluz, Sintra

 

O líder comunista prometeu "propostas de política fiscal, de eliminação de cortes e restrições de direitos", mas também "valorização plena das pensões de reforma, investimento público e reforço de meios financeiros humanos e técnicos necessários ao bom funcionamento dos serviços públicos e aumento da qualidade da resposta à efectivação dos direitos à saúde, à educação e à cultura dos portugueses".

 

"O PCP não transigirá perante a política de direita, tal como não contribuirá para instalar ambientes de apatia e conformismo que limitem o papel insubstituível da luta dos trabalhadores e do povo", vincou, numa semana em que se realizou uma primeira reunião formal e exploratória com vista ao OE2018, quarta-feira, entre responsáveis do PCP e António Costa, na residência oficial do chefe do Governo socialista, em São Bento.

 

Jerónimo de Sousa criticou a "direita do comentário e os partidos políticos do anterior Governo" por "diabolizarem a recuperação do horário das 35 horas e a reposição dos feriados", destacando que "o desastre não se confirmou", nem "as profecias dos que não se conformam com a derrota do governo anterior e da sua política".

 

Porém: "há muito a fazer! não podemos exultar, pelo que foi conseguido, porque estamos ainda longe de repor condições de vida perdidas nestes últimos anos ou porque neste último trimestre crescemos 2,8%, comparativamente ao início de 2016, sabendo nós, como sabemos que partimos de um patamar muito baixo, resultado de um longo período de regressão e estagnação económica", segundo o secretário-geral do PCP, justificando com a conjuntura favorável (turismo, baixa no petróleo, desvalorização do euro, baixas taxas de juro, retoma nos mercados das exportações).

 

"Ao apontar um défice das contas públicas para 2017 de 1,5% do PIB, em 2018 de 1% do PIB, visando atingir em 2021 um excedente de 1,3% do PIB, o Governo, assume um objectivo que vai muito para lá das actuais regras que impõem de forma arbitrária um défice máximo de 3% do PIB, limitando assim, de forma significativa as políticas de reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores e do povo português, as opções do necessário investimento público e de dinamização do aparelho produtivo, da economia nacional e do crescimento económico e do emprego", lamentou.

 

Jerónimo de Sousa questionou se "vai o governo prosseguir por muitos mais anos a política de congelamento de salários e a adiar indefinidamente o descongelamento das carreiras dos trabalhadores da Administração Pública? Arrastar por anos a reversão do brutal saque fiscal que o anterior governo promoveu aos rendimentos do trabalho, nomeadamente em sede de IRS? Manter os baixíssimos níveis de investimento necessário ao desenvolvimento do País e deixar degradar as funções sociais do Estado e dos serviços públicos?"

 

Segundo o líder comunista, "as próximas eleições autárquicas constituem uma batalha política de grande importância pelo que representam no plano local, mas também pelo que podem contribuir para dar força à luta" e "afirmar a alternativa, patriótica e de esquerda de que o país precisa".

 

"Fosse outro o resultado [das eleições legislativas de 2015] e o quadro seria muito diferente. De facto, a existência de uma relação de forças em que PSD e CDS-PP estão em minoria, e em que, ao mesmo tempo, os grupos parlamentares do PCP e do PEV condicionam decisões e são determinantes e indispensáveis à reposição e conquista de direitos e rendimentos, pesa, e pesa bem, na balança das medidas a favor dos trabalhadores e do povo e do desenvolvimento do país", congratulou-se.

 

Para o secretário-geral do PCP, "tivesse sido derrotada como foi a coligação PSD/CDS, mas tivesse sido possível a formação de um governo maioritário do PS com uma outra correlação de forças na Assembleia da República que não a que existe e muitos dos avanços conseguidos não estariam concretizados", pois "o que se tem conseguido vai para além do que o governo PS admitia no seu programa eleitoral e de governo".

 




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mais votado Anónimo 20.05.2017

Mas ó amigo, quando o trabalhador nem pode ser despedido por o posto de trabalho já não se justificar nem substituído por uma máquina, nem ver o seu salário, já inflacionado ao longo de toda uma carreira de progressões automáticas constantes, reduzido para valor mais próximo do preço de mercado uma vez que há uma fila de candidatos àquele emprego, mais dinâmicos, motivados e preparados, que trabalhariam de bom grado por metade da remuneração, a população que investiu na organização perde rendimentos. A população que consome produtos da organização perde rendimentos. A população que paga impostos para a organização, no caso daquela ser do sector público, fornecedora do sector público ou subsidiada pelo Estado, perde rendimentos. A população que inventou e desenvolveu a máquina perde rendimentos. A população que poderia inovar, investir e lançar no mercado máquinas ainda melhores, perde rendimentos.

comentários mais recentes
Anónimo 21.05.2017

Camarada, as árvores morrem de pé, e tu nem aqui vais ter dignidade, traíste uns e foste enrolado por outros e o povo é que sofre. Podes chamar cangalheiro.

pertinaz 21.05.2017

CONVERSA DA TRETA... VAI ENGOLIR OS SAPOS QUE FOREM PRECISOS PARA MANTER O PODER...!!!

Anónimo 20.05.2017

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Juca 20.05.2017

O Jójó deixa de ser Xóxó para estar cada vez mais Xéxé. São 40 anos a lutar contra o povo. O Estaline também deslocou e matou muitos com aquilo a que chamaram os avanços revolucionários.

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