Economia Jerónimo de Sousa: Governo subestimou os riscos de incêndios

Jerónimo de Sousa: Governo subestimou os riscos de incêndios

Em entrevista à Antena 1, o líder do PCP afirma que há uma responsabilidade que tem de ser assumida e que a questão agora está em saber se vão ou não ser encontradas medidas para evitar que se repita a tragédia dos fogos.
Jerónimo de Sousa: Governo subestimou os riscos de incêndios
Negócios 20 de outubro de 2017 às 09:00

"O Governo não ficou bem na fotografia" e "talvez tenha subestimado os riscos que continuavam a existir em relação à possibilidade real de acontecer outra tragédia" depois dos grandes incêndios de Pedrógão Grande, em Junho deste ano. "Essa responsabilidade tem de ser assumida." Numa entrevista à Antena 1, Jerónimo de Sousa não poupa nas críticas ao Governo e diz não estar satisfeito com as respostas que recebeu de António Costa no debate quinzenal desta semana.

 

O Governo, admite, "tentou no debate quinzenal quinta-feira assumir essa responsabilidade", mas para Jerónimo não é claro que o tenha conseguido. "A questão está em saber se vão ser encontradas medidas para evitar dramas desta natureza", afirma.

 

Desde logo, a existência, ou não, de fundos para a floresta. Jerónimo sublinha que "tivemos um excedente de cinco mil milhões de euros que o Governo vai ser tentado a atirar para o poço sem fundo dos juros e da dívida". Por outro lado, acrescenta, "em relação ao défice, o Governo foi mais longe do que as imposições da UE. Algum economista me explique porque tem de ser 1% e não 1,2%. Seriam mais 400 milhões", verbas que, entende, poderiam ser desviadas para a reforma das florestas e resposta aos incêndios.

 

Já perante a possibilidade de recuar em algumas medidas, como o aumento de pensões, em nome da reforma das florestas, Jerónimo é peremptório: "Somos claramente contra essa dicotomia."

 

Ainda sobre a reforma das florestas, o líder comunista afirma que o PCP mantém a intenção de não avançar com o banco de terras, que foi chumbado no Parlamento, mas assunto ao qual o Governo prometeu voltar dentro de um ano.

 

O tema da entrevista é também a proposta de Orçamento do Estado para 2018 e Jerónimo de Sousa afirmou que tem a garantia do Governo de que, na especialidade, avançará um aumento da derrama estadual para as empresas com grandes lucros e que o fim de 10% no corte do subsídio de desemprego está também garantido. 




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mais votado JCG Há 1 dia

Ó seu caquético chefe de seita, eu, que me lembre, nunca o vi e ouvi pedir aos funcionários públicos e similares mais empenho, mais eficiência, mais produtividade e melhor resposta/ serviço aos utentes e à comunidade. Só o oiço debitar a cassete requentada da reposição e devolução (devolução: termo quanto a mim disparatado) de direitos, regalias e rendimentos. E tenho a certeza de que com os mesmos recursos e gastos pelo Estado era possível fazer o dobro. É claro que, como é óbvio, a principal responsabilidade cabe a quem dirige e a quem organiza. Trabalhei 6 meses numa Câmara controlada pelo PCP desde 1974 e o que vi foi que o trabalho efectivo (aquilo que requeria lá as pessoas) era a última coisa na lista das prioridades diárias do pessoal. Por exemplo, se o PCP convocava uma reunião ou manifestação havia logo dispensa de trabalho dos trabalhadores da CM e transporte à disposição. O PCP não queria que a coisa fosse um fiasco e a vereação era do PCP:

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JCG Há 1 dia

Ó seu caquético chefe de seita, eu, que me lembre, nunca o vi e ouvi pedir aos funcionários públicos e similares mais empenho, mais eficiência, mais produtividade e melhor resposta/ serviço aos utentes e à comunidade. Só o oiço debitar a cassete requentada da reposição e devolução (devolução: termo quanto a mim disparatado) de direitos, regalias e rendimentos. E tenho a certeza de que com os mesmos recursos e gastos pelo Estado era possível fazer o dobro. É claro que, como é óbvio, a principal responsabilidade cabe a quem dirige e a quem organiza. Trabalhei 6 meses numa Câmara controlada pelo PCP desde 1974 e o que vi foi que o trabalho efectivo (aquilo que requeria lá as pessoas) era a última coisa na lista das prioridades diárias do pessoal. Por exemplo, se o PCP convocava uma reunião ou manifestação havia logo dispensa de trabalho dos trabalhadores da CM e transporte à disposição. O PCP não queria que a coisa fosse um fiasco e a vereação era do PCP:

Na 3ªF quero ver... Há 1 dia

Na 3ªF quero ver se também criticas ou se votas contra a moção de censura e permites que o Costa (e tu) continuem a governar...se votares contra, esta conversa é só treta (demagogia pura e dura)!

surpreso Há 1 dia

E tu subestimaste que ias a enterrar o PCP.ao meteres-te debaixo do Costa

pertinaz Há 1 dia

ESTE PALERMA APOIA MAS CRITICA, APOIA MAS CRITICA, APOIA MAS CRITICA...

PASSAR ENTRE OS PINGOS DA CHUVA É A ESPECIALIDADE DESTA ESCUMALHA...!!!

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