Política Jerónimo de Sousa: PCP dispensa "conselhos venenosos" de Marques Mendes

Jerónimo de Sousa: PCP dispensa "conselhos venenosos" de Marques Mendes

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou em Palmela que os comunistas são "suficientemente experientes para dispensar conselhos venenosos vindos, designadamente, do doutor Marques Mendes".
Jerónimo de Sousa: PCP dispensa "conselhos venenosos" de Marques Mendes
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 05 de setembro de 2017 às 00:04

Jerónimo de Sousa, que falava na segunda-feira aos jornalistas durante uma visita às Festas das Vindimas, em Palmela, no distrito de Setúbal, disse que não fazia sentido estar a dizer desde já como irá o PCP votar o Orçamento de Estado para 2018, uma vez que o documento ainda não está fechado, ao ser confrontado com a possibilidade de abstenção dos comunistas referida no domingo pelo comentador televisivo Marques Mendes no seu espaço na SIC.

 

"É muito difícil, convenhamos, ter uma posição a favor, contra, ou de abstenção, em relação a uma coisa que [ainda] não existe. Em segundo lugar, sem comentar comentadores, seja o doutor Marques Mendes, sejam dirigentes do PSD. O que dizemos é que somos suficientemente experientes para dispensar conselhos venenosos vindos, designadamente, do doutor Marques Mendes", disse o líder comunista.

 

"Estamos nesta batalha, não é com reservas mentais. Lutaremos pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo também no Orçamento de Estado. Como se sabe, o compromisso da posição conjunta, é esse exame comum que está a ser feito e, perante uma proposta concreta [do Orçamento de Estado para 2018], decidiremos em conformidade", acrescentou.

 

Questionado sobre a possibilidade de o PCP defender também uma redução do IRC, a par da redução que reclama no IRS, Jerónimo de Sousa deixou claro que, para os comunistas, a prioridade é a reposição dos cortes efectuados pelo anterior governo nos rendimentos do trabalho.

 

"Nós consideramos que, neste momento, do que se trata, é de desagravar quem foi profundamente martirizado pelo governo anterior. Em relação ao IRC não houve nenhuma penalização. O que nós consideramos é que, para se conseguir esse objectivo de mais justiça fiscal, é essa linha de desagravamento. E, por exemplo, encontrar como solução a derrama para empresas que tenham lucros superiores a 35 milhões de euros. Era uma medida perfeitamente justa que compensaria em termos de verbas fiscais", disse.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Pertinaz há de facto uma coisa que eu louvo em ti é que tens um cérebro muito parecido com o do meu cão embora que o meu cão seja muito mais bem educado e inteligente. Mas um dia espero que também sejas assim.
Nao te esqueças, tens que te esforçar e fazer progressos.

pertinaz Há 2 semanas

VAIS ENGOLIR MAIS UNS VALENTES SAPOS NA MELHOR TRADIÇÃO COMUNISTA...!!!

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