Política Jerónimo de Sousa pede fim do "folhetim" e avanço da recapitalização da CGD

Jerónimo de Sousa pede fim do "folhetim" e avanço da recapitalização da CGD

O secretário-geral do PCP pediu este sábado, em Salvaterra de Magos, o fim do “folhetim” em torno da Caixa Geral de Depósitos e que se avance com o processo de recapitalização para que a CGD “continue pública como até aqui”.
Jerónimo de Sousa pede fim do "folhetim" e avanço da recapitalização da CGD
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 11 de fevereiro de 2017 às 19:19

Jerónimo de Sousa falava este sábado, 11 de Fevereiro, à tarde no Celeiro do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos, concelho actualmente de maioria socialista que já foi gerido pela CDU (perdido para o BE com a mudança da então presidente Ana Ribeiro para este partido), num comício realizado no âmbito da campanha "Emprego, Direitos, Produção, Soberania".

"Em relação à Caixa Geral de Depósitos, os portugueses têm sido confrontados com sucessivos folhetins que a direita tem promovido a propósito de tudo e mais um par de botas – conferências de imprensa, comissões de inquérito -, agora são as tricas entre um ministro das Finanças e um ex-presidente de conselho de administração que não chegou a ser, depois é a correspondência secreta que não é tão secreta assim", afirmou.


O líder comunista acusou PSD e CDS de acharem que "quanto mais encanzinarem, em particular o processo de recapitalização", maior será a possibilidade de a privatização acontecer.


"Pelo papel que pode ter na economia portuguesa, no apoio às pequenas e médias empresas e no apoio às famílias é importante que acabe este folhetim, que se processe, realize e avance o processo da recapitalização e que a Caixa Geral de Depósitos continue pública como até aqui", afirmou.


Para o líder comunista, a venda do BPI a um banco espanhol demonstra "claramente" que "a banca ou é pública ou não é nacional", já que os centros de decisão acabam por ficar no estrangeiro.


"Não estou a fazer nenhuma suspeição em relação aos objectivos da direita quanto à questão da privatização. Passos Coelho, ele mesmo, admitiu essa possibilidade aqui há uns anos. Nisto não falam mas é nisto que pensam", afirmou, acusando PSD e CDS de querem ainda "comprometer a nova fase da vida nacional, na mira de regressar ao poder e exercer uma política de vingança, de retrocesso" na reposição de rendimentos.

Reconhecendo "limitações e insuficiências" nesta "nova fase da política nacional", Jerónimo de Sousa disse não ter dúvidas de que a maioria dos portugueses não quer um regresso "à política de cortes".


Sobre as "limitações, constrangimentos e até contradições" em "opções e orientações" que o Governo socialista toma, o líder comunista referiu, em particular, a "conformação por parte do PS de opções que não rompem com a política de direita e que traduzem a sua vinculação com o grande capital e que se expressam, designadamente, no acordo com as confederações patronais na concertação social, na não eliminação da caducidade da contratação colectiva, na não assunção do princípio do tratamento mais favorável, renunciando à eliminação destas e doutras normas gravosas do Código do Trabalho e da legislação laboral da Administração Pública".


Segundo Jerónimo de Sousa, "o compromisso do PCP é com os trabalhadores e com o povo e não com o Governo", reafirmando que o seu empenhamento na solução governativa que saiu das últimas legislativas visa "lutar por uma vida melhor" para as pessoas, "devolvendo até esperança e confiança".




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comentários mais recentes
DEPOIS DE VENDEREM O MELHOR DO PAÍS A PATACOS 12.02.2017

A direita encontrou, enfim, um escape para a sua azia e procura matar dois coelhos com uma só cajadada : destabilizar a chamada e benvinda geringonça e destabilizar a recapitalização do CGD, com vista àquilo que não tiveram tempo de fazer com muita pena sua, ou seja, PRIVATIZAR A CGD.
É DE PULHAS

Conselheiro de Trump 12.02.2017

Esta semana q findou ficou acente na precarizacao:no estado nos bancos,nas autarquias,em suma temos o pais todo precarizado.Diz-me 1 amigo:como pode as autarquias desprecarizar a precaria,respondi em tom de pergunta:como faz o governo quando preciza de guita?Aumenta o gasoleo,resp e as autarq a agua

Anónimo 12.02.2017

Senhor Gerónimo. As políticas de vingança e retrocesso, são por tradição, ferrugentas ferramentas sempre à mão de "revolucionários". Veja por exemplo, o que acabou de fazer o dono do "circo", por si ajudado a montar, à pressa, em Outubro de 2015, com as reversões? Começa a não se entender o seu discurso. É que o futuro das suas propagandas discursivas terminam sempre da mesma maneira: falta de dinheiro por carência de riqueza. Ainda me lembro das maravilhas em que se vivia, na República Democrática Alemã. Um paraíso, a medalhística dos jogos Olímpicos! De um momento para o outro, não tiveram outro recurso que não fosse escancarar aos portas, outrora vigiadas à metralhadora. Bom... o passado recente, do que apregoa, deveria envergonhá-lo mas, ao que parece, acredita que pode ser pastor, Mais... veja a vergonha da economia cubana depois de 60 anos a praticar a suas "justiças". Sabe quem é amigo dos trabalhadores? é quem ainda vai encontrando forças para pagar salários!!!

Conselheiro de Trump 12.02.2017

Diz o "FOLHETIM"do canhoto:esquecamos a parte publica(cx,tsu e por ai fora)e vamos dar tareia no privado:banco bes,banco banif,banco onde namora a filha,banco onde namorou a primeira mulher e assim sucessivamente.Ja devia ter percebido que se da o nome de canhoto aquel que nao acerta uma,achancado.

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