Política Jerónimo defende política de esquerda sem transigência para com Governo PS

Jerónimo defende política de esquerda sem transigência para com Governo PS

O secretário-geral do PCP reafirmou esta quinta-feira a "política alternativa, patriótica e de esquerda" sem transigência para com "manobras ou pressões" internacionais, europeias ou internas, incluindo do Governo PS, que "não rompe com a política de direita".
Jerónimo defende política de esquerda sem transigência para com Governo PS
Miguel Baltazar
Lusa 09 de fevereiro de 2017 às 15:15
"O PCP prosseguirá a sua intervenção determinada pelo seu compromisso com os trabalhadores, o povo e o país. Tendo presente as possibilidades e a necessidade de dar resposta às suas aspirações e direitos, não iludindo limitações, constrangimentos e contradições resultantes das opções e orientações do Governo PS", afirmou Jerónimo de Sousa.

Em conferência de imprensa na sede nacional dos comunistas, em Lisboa, o líder comunista disse que o PCP vai dar especial atenção a temas como: produção nacional, submissão ao euro, renegociação da dívida, controlo público da banca, valorização de salários, legislação laboral e combate à militarização da União Europeia e predomínio da NATO.

"O PCP não transigirá perante a política de direita e as opções que lhe dêem corpo venham de onde vierem e prosseguirá a plena afirmação das suas propostas e projecto e a luta por uma política alternativa patriótica e de esquerda", garantiu.

O líder comunista, "valorizando muito os avanços e a conquista de direitos encetados no ano passado", sublinhou que "também não se pense que, em matérias estruturantes, não existam acordos e entendimentos que correspondem aos interesses do bloco central".

Questionado se se referia ao desejo expresso anteriormente pelo Presidente da República de entendimentos alargados sobre assuntos estruturantes, Jerónimo de Sousa apontou a "sectores económicos e políticos, que gostariam de recuar umas décadas ou anos - ao princípio do rotativismo ou bloco central de interesses".

"Acho curioso, toda a gente preocupada com o populismo que graça, designadamente na Europa, não verificando que esse populismo se alimenta, precisamente, da forma como certos países abdicam da soberania nacional, dando um campo imenso à extrema-direita e às forças xenófobas e racistas", alertou ainda.

Para o secretário-geral do PCP, "a tomada de posse da nova administração dos Estados Unidos da América e as suas implicações políticas, económicas e comerciais ainda imprevisíveis, a desvinculação do Reino Unido da União Europeia" e "as novas regras de financiamento anunciadas pelo Banco Central Europeu", por exemplo, "colocam não pouca incerteza sobre seus desenvolvimentos e consequências".

"O PCP não determinará a sua intervenção a partir de manobras ou pressões nem condicionará a sua intervenção e juízo próprios de decisão a objectivos e manobras de conjuntura. Não contem com o PCP para desbaratar gratuitamente possibilidades e perspectivas criadas no plano político com a nova correlação de forças e de levar o mais longe possível a defesa, reposição e conquista de direitos", assegurou, realçando a importância da "luta dos trabalhadores e do povo", a qual nunca pode ser encarada como "fator de instabilidade".

Jerónimo de Sousa, voltando a referir-se ao partido liderante da maioria parlamentar, destacou "contradições" evidenciadas recentemente que confirmam "opções que não rompem com a política de direita" e "traduzem a sua vinculação com o grande capital", nomeadamente o "acordo com as confederações patronais na concertação social ou a não-eliminação da caducidade na contratação colectiva".

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Conselheiro de Trump 09.02.2017

O Geronimo canhoto a solidarizar-se com os gregorios de tsipras:se eles sairem da EU,nos tambem saimos.Geronimo fiel aos seus ideais.Valente canhoto.

Conselheiro de Trump 09.02.2017

O canhoto esqueceu-se de uma coisa no "ESPECIAL ATENCAO"subvencao jeronimoSUBVENCAO.Nao sera boa ideia comecar ja com a nova ortografia:geronimo,m.rabelo,eu ja dei o meu pontape de saida.

eduardo.santos 09.02.2017

Politica de esquerda-----Ó sr Deputado, confeço a minha ignorância acerca dessa sua preferida expressão. Por acaso haverá alguma politica justa e seria que seja má para Portugal ? Ser de esquerda ou de direita, não entendo, ou recusu-me a entender.

Repete por favor. 09.02.2017

Que porra é isso de política patriota e de esquerda? Onde é que isso já funcionou e deu resultados? Na urss, em Cuba, Coreia do norte? Está a resultar na Venezuela onde o povo é quem mais ordena sem comida nas lojas nem remédios nas farmácias? Por favor, camarada. O mundo de hoje não é o de ontem.

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