Política Jerónimo evoca Fidel Castro e os delegados comunistas aplaudiram de pé

Jerónimo evoca Fidel Castro e os delegados comunistas aplaudiram de pé

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, levantou esta sexta-feira os delegados ao XX Congresso do seu partido, em Almada, ao evocar o percurso político e "revolucionário" do antigo líder cubano Fidel Castro, que morreu na passada sexta-feira.
Jerónimo evoca Fidel Castro e os delegados comunistas aplaudiram de pé
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 02 de dezembro de 2016 às 11:53

Logo na parte inicial do discurso de abertura do XX Congresso do PCP, Jerónimo de Sousa referiu-se "ao momento de tristeza para os comunistas, revolucionários e progressistas de todo o mundo" que constituiu a recente morte de Fidel Castro.

 

"O PCP presta e reafirma a homenagem à sua excepcional figura de patriota e revolucionário comunista, evocando a vida inteiramente consagrada aos ideais da liberdade, da paz e do socialismo", disse.

 

Em reacção a estas palavras de Jerónimo de Sousa, os delegados comunistas levantaram-se para aplaudir e gritaram: "Cuba vencerá".

 

Jerónimo de Sousa considerou depois que a melhor forma de "honrar a memória de Fidel Castro é prosseguir a luta pelos ideais e projecto por que se bate até ao fim da vida".

 

"É fortalecer a solidariedade com Cuba e a revolução socialista, exigindo o incondicional respeito pela soberania da ilha da liberdade, o fim imediato do criminoso bloqueio norte-americano e a restrição ao povo cubano", declarou o secretário-geral do PCP.

 

Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa referiu-se também ao centenário do nascimento do líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal.

 

"No XIX Congresso assumimos o compromisso de comemorar o centenário do nascimento de Álvaro Cunhal e realizar a justa homenagem a essa figura central do século XX, referência incontornável para todos os que abraçam a luta libertadora contra todas as formas de exploração e opressão do homem e dos povos", observou o actual líder dos comunistas.

 

De acordo com Jerónimo de Sousa, o PCP soube "honrar a memória" de Álvaro Cunhal com o programa de comemorações definido e desenvolvido.

 

"Mas, acima de tudo, trouxemos à actualidade o seu pensamento, a sua obra teórica, a sua acção política, toda a sua vida de combate pela liberdade, a democracia e o socialismo, o seu exemplo de revolucionário patriota e internacionalista no seu partido de sempre - o PCP", acrescentou.




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comentários mais recentes
Anónimo 02.12.2016

Aqueles que aplaudem esquecem-se das opositores que foram mandados abater. Onde está a democracia destes ditadores miseráveis que se esquecem tão depressa. O Povo Português estaria muito mal se esta escumalha de esquerda um dia chegasse ao poder. Todos seriamos miseráveis como os Cubanos q v Cuba.

Anónimo 02.12.2016

Esta figura não passa de um crente fanático completamente cego. Pensa que uma mentira dita muitas vezes passa por verdade.

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