Orçamento do Estado Jerónimo de Sousa considera "inaceitável" retroceder na reposição de direitos e rendimentos 

Jerónimo de Sousa considera "inaceitável" retroceder na reposição de direitos e rendimentos 

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse sábado, nos Açores, que seria inaceitável o Orçamento de Estado para 2017 retroceder na reposição de direitos e rendimentos.
Jerónimo de Sousa considera "inaceitável" retroceder na reposição de direitos e rendimentos 
Lusa 09 de Outubro de 2016 às 11:00

"O pior que poderia acontecer era que este Governo considerasse que era altura de retrocessos, que era altura de fazer o mesmo que outros fizeram, isso seria inaceitável", afirmou Jerónimo de Sousa, num jantar em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, com candidatos da CDU às eleições legislativas regionais dos Açores, que ocorrem a 16 de Outubro.

 

Jerónimo de Sousa referiu que tendo em conta a nova relação de forças existentes na Assembleia da República foi possível "recuperar e repor direitos e rendimentos", dando o exemplo do Orçamento de Estado para 2016, pelo que considerou "importante" que o mesmo ocorra em 2017.

 

"A nossa disponibilidade é para examinar esta proposta de Orçamento de Estado, examinar com a ideia que é preciso continuar a repor rendimentos e direitos", referiu Jerónimo de Sousa, destacando que para o Partido Comunista Português (PCP) tem "um grande significado" a proposta de aumento de reformas e pensões.

 

Para o dirigente comunista e deputado no parlamento "é preciso que os reformados e pensionistas recuperem algum poder de comprar", pelo que o PCP vai bater-se por um "aumento extraordinário de 10 euros" para todas as pensões.

 

Segundo disse Jerónimo de Sousa a proposta comunista não foi acompanhada ao princípio pelo PS e o Bloco de Esquerda, mas este último partido já se deixou convencer.

 

Além de uma direita "enraivecida, que não soube perder e está em permanente negação e a anunciar desgraças", Jerónimo de Sousa criticou os círculos de decisão da União Europeia e as suas instituições por não gostarem da solução política encontrada em Portugal, nem do caminho seguido de recuperação e reposição de direitos e rendimentos.

 

"Semana sim, semana sim lá vem ora o presidente do Conselho Europeu, ora o presidente do Eurogrupo, ora o Fundo Monetário Internacional (FMI) sempre a ameaçar com cortes, sanções, multas e cativação de fundos estruturais", afirmou o secretário-geral do PCP, classificando estas atitudes de "chantagem inaceitável" que coloca a Portugal a "necessidade urgente" de se libertar "destes constrangimentos".




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comentários mais recentes
Os comunas querem pobreza para poderem sobreviver Há 4 semanas

A coisa está a correr bem para os comunas. O país continua a empobrecer com a economia a crescer miseravelmente e, como a pobreza interessa aos comunas porque é onde vendem mais facilmente as suas demagogias, a coisa não podia estar a correr melhor.

Anónimo Há 4 semanas


FP e CGA - SEMPRE A ROUBAR À GRANDE

E não deixa de ser anedótico que o contribuinte que vê a sua reforma cada vez mais longe e mais baixa, ainda seja chamado para pagar as reformas da CGA.

Fica aqui a lista do pilim que a CGA consome ao OE (e que todos os contribuintes pagam):

Milhares de € - Pordata

Ano - Receitas CGA / Trf Orç. Estado / Despesa total

2008 - 2.298.320,0 / 3.396.097,0 / 6.705.927,0

2010 - 3.453.777,2 / 3.749.924,6 / 7.489.193,3

2012 - 2.846.863,0 / 4.214.632,7 / 7.196.785,9

2015 - 4.927.319,1 / 4.601.342,3 / 9.528.661,4

joaoaviador Há 4 semanas

Gentalha desta não tem deveres, só direitos! Quando estão por cima então, não querem saber como. Tem que ser como eles querem, não importa como. Para que serve ou alguma vez serviu esta gente? Continuam a gozar com a malta!

Observador Há 4 semanas

Camarada Jerónimo de Sousa, "é melhor ir devagar porque o santo é de barro". Concordo que a sobretaxa seja reduzida de forma gradual 1/12 avos ao mês até que seja eliminada totalmente, isso para os rendimentos mais elevados.

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