Política Jorge Sampaio nega qualquer acordo para dissolver AR em 2004 e diz-se pessoa "de boa fé"

Jorge Sampaio nega qualquer acordo para dissolver AR em 2004 e diz-se pessoa "de boa fé"

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio negou hoje qualquer tipo de combinação na dissolução do Parlamento em 2004 e afirmou-se uma pessoa "de boa fé" e sem arrependimentos.
Jorge Sampaio nega qualquer acordo para dissolver AR em 2004 e diz-se pessoa "de boa fé"
David Martins
Lusa 19 de março de 2017 às 21:40
Convidado no ciclo de conversas, no Centro Cultural de Belém, da jornalista Anabela Mota Ribeiro, Jorge Sampaio acabou por abordar a polémica dissolução do Parlamento quando o social-democrata Pedro Santana Lopes era primeiro-ministro, ainda que sem nunca falar directamente do actual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, nem responder às suas críticas.

Num livro (biografia política) que será lançado na segunda feira, Jorge Sampaio diz que se fartou de Santana Lopes como primeiro-ministro e que este estava a deixar o país à deriva. Na última semana, Santana Lopes tem-se desmultiplicado em críticas a Sampaio (às quais este não respondeu) e pediu mesmo um debate televisivo sobre o assunto.

Santana disse, por exemplo, que Jorge Sampaio tem "um peso terrível" na consciência por ter dissolvido o Parlamento em 2004 e permitir um executivo que "pôs o país à deriva" e que, na decisão, o que pesou foi o pedido de empresários e banqueiros e não do povo.

"Tem havido uma ideia de que é tudo uma coisa sinistra, combinada, é tudo absolutamente mentira", afirmou Jorge Sampaio quando questionado sobre o assunto, embora falando sempre de forma geral sobre o tema.

Sampaio lembrou que no seu mandato teve dois primeiros-ministros que "se foram embora", recordou a saída de António Guterres em 2001 do Governo e o convite que lhe foi feito em 1999 para presidir à Comissão Europeia, e falou da dificuldade que disse ter em não dissolver logo o Parlamento quando da saída de Durão Barroso.

E, depois, o convencimento de que "só a dissolução" podia servir o país, porque "havia sinais maiores que apontavam para a legitimação popular".

Sampaio falou ainda da sua 'queda' para promover diálogos, da sua "preocupação antiga" de dar estabilidade ("tive sempre governos minoritários"), mas também da sua forma de ser, de ouvir mas de tomar decisões sozinho. Foi assim quando se candidatou à Câmara de Lisboa, depois também a Presidente.

E é um homem sem arrependimento. Disse-o por duas vezes, que já não tinha idade para arrependimentos, que não se arrepende de nada (citando até uma música de Edith Piaff).

A polémica com Santana Lopes foi pouco falada. Na verdade a maior parte do tempo Jorge Sampaio, uma pessoa "de boa fé" e não "ordinária" falou dos pais e da infância, dos tempos de estudante e depois dos cargos públicos. E contou histórias, a maior parte delas que fizeram rir a audiência, acabando-as muitas vezes com a frase "foi assim que aconteceu".



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comentários mais recentes
Anónimo 20.03.2017

Só pelo facto de ter estendido a passadeira ao Sócrates, revelou ser um totó igual a tantos que por ai pululam nos poderes públicos. Não teve estaleca para ver além da ponta do nariz e todas as justificações que dá são esfarrapadas...estava bem à vista o que se iria passar...

Conselheiro de Trump 19.03.2017

O meio afogado parece um peixe fora de agua,coitado do animal fora de agua tem falta de ar(boca aberta).

Conselheiro de Trump 19.03.2017

Parece que vejo o sirio exausto,espera que nao seja por causa do Santana lopes,talvez por causa do ladrao 44.

Conselheiro de Trump 19.03.2017

Parece um vidrinho onde os drogados amachucam a cocaina antes de ir para a balanca.Se cavaco nao tivesse amachucado a cabeca do ladrao 44 no livro das quintas-feiras,Santana Lopes nao teria vindo a baila.FRENETICO.

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