Jorge Moreira da Silva: Europa precisa de Plano Marshall
20 Maio 2012, 18:04 por Lusa
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O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, defendeu hoje, em Coimbra, a necessidade de um Plano Marshall para a Europa, que responda aos problemas do desemprego e da recessão.
O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, defendeu hoje, em Coimbra, a necessidade de um Plano Marshall para a Europa, que responda aos problemas do desemprego e da recessão.

"Precisamos de um Plano Marshall para a Europa. Temos de encontrar na Europa um Plano Marshall que responda ao desemprego, que responda à recessão, e isso é algo que também é importante para Portugal", preconizou.

Jorge Moreira da Silva encerrou a 6ª edição da "Universidade Europa", iniciativa promovida pela JSD, PSD, GEPSD (Grupo Europeu do PSD) e Partido Popular Europeu (PPE), destinada a aprofundar o estudo das questões europeias.

"Se a Europa fizer aquilo que deve no estímulo à economia, na consolidação orçamental, na maior harmonização do mercado interno, na mobilidade de pessoas e de bens, se for capaz de fomentar a política industrial, a economia verde, o conhecimento, se for capaz de fazer destas alavancas verdadeiras alavancas do crescimento, isso não apenas ajudará a responder à crise europeia, mas fará com que a crise em Portugal possa ser respondida também de uma forma mais solidária da Europa em relação a Portugal", afirmou.

Ao vincar que a "resposta à crise tem de ser dada em Lisboa mas também em Bruxelas", o ex-eurodeputado considerou ainda que "Portugal está a cumprir, uma forma que credibilizou a posição internacional do país, aquilo que foi negociado" pelo anterior Governo.

"É mérito nosso, mas é também mérito dos portugueses, que sofreram e estão a sofrer, porque há sacrifícios que foram pedidos - o desemprego infelizmente tem níveis de que nenhum de nós gosta -, mas esses sacrifícios são instrumentais", disse.

"Os portugueses sabem que o Governo e o PSD reconhecem que os bons resultados resultam da liderança do Governo, mas resultam também da capacidade dos portugueses perceberem que os sacrifícios são transitórios, que há um horizonte de esperança que podemos atingir, mas que só o podemos atingir se não cometermos erros, se não vacilarmos, se não cairmos na tentação de voltar aos erros do passado, do endividamento e de algum laxismo", sublinhou.

Na perspectiva de Jorge Moreira da Silva, "este é um tempo inquietante, mas também entusiasmante -- esta é a hora da política, é um momento em que se deve fazer um apelo à política no contexto europeu" e também nacional.

"As boas ideias devem ser colocadas em cima da mesa. Também deve ser possível, desejável, o compromisso. A vontade do PSD é que esta caminhada que em Portugal se faz para resolver a nossa crise seja uma caminhada que integre e que não divida. (...) A vontade do PSD é de grande abertura, de integração de pontos de vista, de mobilização de todos as forças e de todos os talentos para responder a esta crise", considerou.

Segundo o dirigente social-democrata, "a resposta para o crescimento e emprego não passa por mais endividamento, mas pela consolidação, pelas reformas estruturais, pelos investimentos selectivos e reprodutivos em algumas áreas e pela busca de coesão social e territorial".

Na sessão discursaram também o eurodeputado Carlos Coelho e o vice-presidente da JSD André Pardal.

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