Política Monetária JPMorgan antecipa mil subidas de juros nos próximos dez anos

JPMorgan antecipa mil subidas de juros nos próximos dez anos

Depois de os bancos centrais terem descido os juros 700 vezes desde 2007, poderão ser necessárias mil subidas para voltar à normalidade na próxima década, diz a unidade de gestão de activos do JPMorgan.
JPMorgan antecipa mil subidas de juros nos próximos dez anos
Reuters
Negócios 30 de novembro de 2017 às 14:30

Dez anos depois do início da crise financeira, a economia mundial está de volta ao crescimento e os bancos centrais começam a subir as taxas de juro, que foram cortadas em resposta à Grande Recessão.

 

O JPMorgan acredita, porém, que serão necessárias cerca de mil subidas dos juros, a nível global, para voltar ao cenário anterior a 2007, de acordo com a unidade de gestão de activos do banco, citada pelo Financial Times.

 

Segundo os dados do JPMorgan, de 2007 até agora, os bancos centrais dos países desenvolvidos e emergentes desceram os juros 700 vezes, numa reacção rigorosa dos responsáveis pela política monetária para suportar a economia, fragilizada pela crise.

 

Os cortes nos juros representaram, na verdade, a grande maioria das 1.100 acções tomadas pelas autoridades monetárias no período em questão.

 

"Estamos a assistir agora a um período de crescimento global sincronizado. O que a Fed faz, o resto do mundo segue", afirma Tan, citado pela mesma publicação.

 

Desde 2015, a Reserva Federal subiu a taxa directora quatro vezes, e poderá subir uma quinta já no próximo mês de Dezembro. O Financial Times recorda que, na sexta-feira, a Coreia do Sul aumentou os juros pela primeira vez em seis anos, e também o Canadá reverteu as reduções em resposta ao colapso do preço do petróleo em 2014.

 

"Se foram precisos 700 cortes, globalmente, para nos levar ao ponto mais baixo, no que respeita aos juros, não é um exagero pensar que, durante a próxima década, veremos talvez mil aumentos. Há desafios emocionantes pela frente, tanto para os decisores políticos como para os investidores", conclui o responsável.




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