Banca & Finanças JPMorgan procura alternativa a Londres na Alemanha e na Polónia

JPMorgan procura alternativa a Londres na Alemanha e na Polónia

Há representantes do JPMorgan a visitar várias cidades europeias para decidir onde instalar parte da sua actividade após o Brexit. Berlim, Varsóvia e Cracóvia estão na lista.
JPMorgan procura alternativa a Londres na Alemanha e na Polónia
reuters, bloomberg
Diogo Cavaleiro 23 de janeiro de 2017 às 08:10

O banco norte-americano JPMorgan está à procura de cidades alternativas para instalar operações depois de se concretizar a saída do Reino Unido da União Europeia, afirma o jornal económico Puls Biznesu, citado pela Bloomberg.

 

Segundo o artigo da publicação polaca, há representantes da instituição financeira liderada por Jamie Dimon (na foto) a visitar cidades da Europa Ocidental. No caso da Polónia, Varsóvia e Cracóvia são dois exemplos mas, olhando para a Alemanha, também Berlim é referida.

 

A confirmação destas visitas é dada pelo responsável pelo departamento de desenvolvimento de Cracóvia, Rafael Kullczycki, que é citado na peça do Puls Biznesu a afirmar que aquela é uma das cidades que está na lista que poderá receber o centro operacional do JPMorgan na Europa.

 

O banco americano emprega cerca de 10 mil pessoas em Londres e poderá deslocalizar 2.500 para a cidade do centro europeu que vier a ser escolhida. Segundo o jornal, os finalistas da corrida serão escolhidas dentro de dois meses sendo que a decisão final será tomada até ao final do ano. 

 

Esta não é uma novidade. Em Julho, o presidente Jamie Dimon, que já foi apelidado do "pior banqueiro dos EUA" pelo recém-empossado presidente Donald Trump, tinha já advertido que o Brexit significava a probabilidade de "alguns milhares" de postos de trabalho terem de sair do Reino Unido.

 

Esta notícia do jornal polaco surge depois de Theresa May, primeira-ministra britânica, ter referido que a saída do Reino Unido do espaço comunitário dita o fim da participação no mercado único.


São vários os países que se têm colocado na fila para receber as sedes de empresas actualmente sediadas no Reino Unido. Um dos exemplos é Espanha onde o regulador dos mercados, a CNMV, se mostra disponível "para dar as boas-vindas às instituições financeiras sediadas no Reino Unido que desejem localizar as suas operações em Espanha, na sequência do Brexit".




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AMLG Há 4 semanas

Então e Lisboa? O Costa está à espera do quê para ir ter com estes tipos e dar-lhe IRC 0 para investirem em Portugal? Esta é uma oportunidade única. IRC para todas essas empresas que vierem do UK para cá! Deste género de trabalho especializado é que nós precisamos, não é do emprego nos cafes e nos hoteis que estes idiotas tanto gostam de apoiar!!!!!

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