Finanças Públicas Juncker aponta "pequeno problema" no OE mas assegura que o "resolveremos"

Juncker aponta "pequeno problema" no OE mas assegura que o "resolveremos"

Em Lisboa para participar no Conselho de Estado, o presidente da Comissão Europeia disse que nesse encontro será analisado o Orçamento do Estado para 2018, documento onde encontra "um pequeno problema que resolveremos".
Juncker aponta "pequeno problema" no OE mas assegura que o "resolveremos"
Miguel Baltazar
David Santiago 30 de outubro de 2017 às 18:31

Jean-Claude Juncker considera que há "um pequeno problema" no Orçamento do Estado para o próximo ano, mas nada que apoquente. Em declarações proferidas esta tarde em São Bento e no Palácio de Belém, em Lisboa, onde o presidente da Comissão Europeia participa no Conselho de Estado que já decorre, Juncker disse que nesta reunião "iremos falar do Orçamento português que não coloca grandes problemas. Apenas um pequeno problema, que resolveremos".

 

Em causa estará a carta enviada para Lisboa pela Comissão Europeia a alertar para o risco de "desvio significativo" nos défices orçamentais de 2017 e 2018. Missiva a que o Governo português respondeu em duas ocasiões prestando esclarecimentos sobre o impacto das medidas relacionadas com os incêndios na gestão orçamental neste ano e no próximo.

Esta segunda-feira, o jornal Público cita declarações do Presidente da República em que Marcelo Rebelo de Sousa, à margem da visita aos Açores, especifica que as dúvidas de Bruxelas se prendem com "um pormenor" com impacto de sete centésimas no défice estrutural.

 

Marcelo explicou que a dúvida passa por saber se nos dois anos, 2017 e 2018, o défice estrutural cai 0,7 ou 0,77 pontos percentuais. Lembre-se que, à saída do Conselho Europeu, António Costa disse esperar que a despesa extraordinária decorrente dos incêndios não fosse contabilizada para efeitos de défice orçamental, uma ideia também declarada na véspera pelo comissário europeu para os Assuntos Financeiros, Pierre Moscovici.

 

Ao lado do primeiro-ministro, Juncker adiantou também que, a pedido do Governo português, Bruxelas vai estudar a reorganização da protecção civil na União Europeia, tendo já incumbido o comissário da tutela com essa missão. No Conselho Europeu de 19 e 20 de Outubro últimos, foi anunciada a criação de uma entidade de protecção civil de âmbito comunitário.

"Faremos tudo para demonstrar a solidariedade da Europa para com Portugal, a pedido do primeiro-ministro, com quem contactei logo após o início dos incêndios. Estamos a rever todos os mecanismos de protecção civil na Europa que merecem ser melhorados", anunciou o ex-primeiro-ministro luxemburguês que reconhece a existência de "lacunas e fragilidades que é preciso remediar".

Juncker afirmou-se ainda "muito afectado por estas catástrofes" e prometeu que "faremos tudo para demonstrar a solidariedade da Europa para com Portugal".

 

Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a Juncker "por nos ter apoiado, mais uma vez, com palavras de solidariedade e com decisões no sentido de manifestar a solidariedade institucional europeia". Antes, em São Bento, o primeiro-ministro António Costa agradecera ao luxemburguês "toda a solidariedade manifestada pela UE ao longo deste Verão, quer através do Mecanismo Europeu de Solidariedade, quer também ao nível da mobilização de meios de apoio à protecção civil".




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
General Ciresp Há 3 semanas

O madrugador mimico aritmetico esta sempre a ver se apanhas as pessoas destraidas,foda-se la o burro.Como pode ele assim chegar a presidente do eurogroep.Cria desconfianca tal que deixa sempre os outros de pe atraz.Tudo isto tem a ver com o sucesso nas primeiras tentativas,paralo nao vai ser facil.

pub