Economia Juncker: França gasta "demasiado dinheiro" e em "coisas erradas"

Juncker: França gasta "demasiado dinheiro" e em "coisas erradas"

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou hoje que o Governo francês "gasta demasiado" e de forma errada, mas pediu tempo para que o novo Presidente, Emmanuel Macron, possa lançar as suas reformas.
Juncker: França gasta "demasiado dinheiro" e em "coisas erradas"
Francois Lenoir/Reuters
Lusa 08 de maio de 2017 às 17:20
Juncker falava em Berlim na apresentação do livro "Neuvermessungen (Novas Medições)", do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Sigmar Gabriel, que explicita a sua visão sobre os principais desafios da actualidade, da imigração, à digitalização e à ascensão da extrema-direita.

"Com França temos um problema particular: os franceses gastam demasiado dinheiro e gastam demasiado nas coisas erradas. Isto não vai funcionar a longo-prazo", disse o presidente da CE.

Juncker considerou que a França precisa de realizar reformas económicas -- como já propôs Macron -, mas no seu próprio tempo, sem pressões externas.

Neste sentido, indicou que o país também precisa de flexibilidade em termos do défice, enquanto aplica as reformas, adiantando que a consolidação fiscal é "a tarefa de uma geração" e defendendo que não se deve falar apenas de défice, mas também de crescimento.

Gabriel secundou o presidente da comissão ao defender que se dê mais espaço de manobra à França no domínio orçamental, recordando que quando a Alemanha, com o chanceler Gerhard Schroeder, aplicou as reformas estruturais da Agenda 2010, não cumpriu os limites do défice.

"O meu pedido" é que como alemães não se proíba aos outros a flexibilidade de que a Alemanha beneficiou naquele momento, declarou o chefe da diplomacia alemã.

Logo após saber da vitória eleitoral de Macron, Gabriel emitiu uma declaração pedindo ajuda para o futuro Presidente francês, com o fim da política da "ortodoxia fiscal" na União Europeia e o lançamento de um plano de investimentos alemães.

Segundo assinalou, apenas o Ministério das Finanças alemão defende a austeridade fiscal.



A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 09.05.2017

Afinal o holandes trainou o Vulcano usando-nos para atacar mais tarde os franceses

pub