Economia Juncker pede solução rápida para crise da banca de Espanha

Juncker pede solução rápida para crise da banca de Espanha

O presidente do Eurogrupo pediu hoje uma solução rápida e urgente para a crise da banca espanhola, sublinhando que a situação do país não pode ser comparada à da Grécia, sobretudo pelos esforços de consolidação do governo espanhol.
Lusa 09 de Junho de 2012 às 11:34
“A solução deve ocorrer rapidamente”, reclamou Jean Claude Juncker, em declarações à emissora Deutschlandradio Kultur. Juncker, também primeiro-ministro do Luxemburgo, declarou que o problema em Espanha é puramente bancário, mas na Grécia a crise é muito mais ampla.

O presidente do Eurogrupo também reclamou a introdução de um imposto para transacções financeiras o mais amplo possível, sem que centros financeiros como Londres beneficiem dessa iniciativa, e a participação do sector financeiro nos custos privados da crise.

Por outro lado, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, insistiu que a Espanha decide de maneira autónoma se o país deve proteger-se sob o chapéu dos fundos de resgate europeus para resolver a sua crise bancária e lembrou que “em Espanha o défice estatal é menor que na Alemanha”.

Em declarações publicadas hoje no jornal Ruhr Nachrichten, Schäuble comentou que a necessidade de capital para a banca espanhola, pela borbulha imobiliária, deve-se ao “endurecimento da Espanha das regras sobre o capital próprio dos bancos para enfrentar melhora a crise”.

“Agora está a verificar-se quanto capital é necessário. O governo espanhol deverá decidir se pode conseguir esse dinheiro nos mercados ou se aposta num instrumento específico para a recapitalização bancária de fundos do FEEF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) que estão a disposição”, explicou o ministro alemão.

“É um assunto que a Espanha deve decidir”, afirmou Schäuble.

Já o ministro da Economia alemão, Philip Rösler, na imprensa alemã de hoje, disse que o governo espanhol deve solicitar a ajuda dos fundos europeus se precisa de estabilização na banca.




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