Europa Justiça espanhola pede à Dinamarca detenção de Puigdemont

Justiça espanhola pede à Dinamarca detenção de Puigdemont

De acordo com fontes da Fiscalia Geral do Estado, contactadas pela agência de notícias EFE, o pedido de detenção foi formalizado por Pablo Llarena, juiz do Tribunal Supremo e aplica-se apenas à Dinamarca.
Justiça espanhola pede à Dinamarca detenção de Puigdemont
Reuters
Lusa 22 de janeiro de 2018 às 10:23

As autoridades judiciais espanholas pediram à Dinamarca para activar a ordem de detenção europeia contra o ex-presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, que chegou hoje à Dinamarca para participar numa conferência.

 

De acordo com fontes da Fiscalia Geral do Estado, contactadas pela agência de notícias EFE, o pedido de detenção foi formalizado por Pablo Llarena, juiz do Tribunal Supremo e aplica-se apenas à Dinamarca.

 

Trata-se da primeira vez que o ex-presidente da região autónoma da Catalunha se desloca a um outro país desde que se encontra na Bélgica para onde fugiu no final de 2017.

A Procuradoria espanhola anunciou no domingo que iria solicitar "de forma imediata" uma ordem de internacional de detenção contra Puigdemont, caso o ex-presidente da região autónoma da Catalunha se deslocasse à Dinamarca.

 

Carles Puigdemont, que se encontra em Bruxelas desde o final de 2017, viajou para a Dinamarca num voo da companhia Ryanair que aterrou em Copenhaga às 08:20 (07:20 em Lisboa).

 

O Ministério Público espanhol anunciou este domingo que, se Carles Puigdemont viajar da Bélgica para a Dinamarca – onde é suposto participar num debate – irá ordenar a detenção do presidente deposto do governo catalão.

 

A Universidade de Copenhaga confirmou, na sexta-feira, que Puigdemont deverá participar num evento organizado pelo seu departamento de ciência política, na segunda-feira: "Catalunha e Europa numa encruzilhada para a democracia? Debate com Carles Puigdemont".

 

O advogado do presidente deposto da Catalunha, Jaume Alonso-Cuevillas, disse à rádio pública catalã, este domingo, que o risco de o seu cliente ser preso na Dinamarca é "bastante alto", embora também acredite que as autoridades dinamarquesas recusarão cumprir qualquer mandado de detenção.




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