Europa Le Pen chamada a reembolsar banco russo em 9 milhões de euros

Le Pen chamada a reembolsar banco russo em 9 milhões de euros

O Le Monde noticia que a líder da Frente Nacional foi chamada a reembolsar em 9 milhões de euros, um dos dois empréstimos concedidos ao partido francês pelo First Czech-Russian Bank, entretanto dissolvido.
Le Pen chamada a reembolsar banco russo em 9 milhões de euros
Reuters
David Santiago 04 de janeiro de 2017 às 19:06

Marine Le Pen, presidente do partido francês de extrema-direita Frente Nacional, foi chamada a pagar 9 milhões de euros ao banco First Czech-Russian Bank, sediado na Rússia.

 

De acordo com a notícia avançada esta quarta-feira, 4 de Janeiro, pelo jornal Le Monde, a Agência de Seguro de Depósitos dos Bancos Russos a requisitar que Le Pen proceda ao reembolso de parte dos dois créditos concedidos por aquele banco, entretanto dissolvido, em 2014: um de 9 milhões de euros e o outro de 2 milhões.

 

O Le Monde escreve ainda que a autoridade seguradora russa referiu à agência noticiosa russa RNS que já encetou procedimentos legais para assegurar o reembolso pedido.

 

Como explica o site Politico, a Frente Nacional tem enfrentado dificuldades para angariar os cerca de 20 milhões de euros de que precisa para financiar a campanha eleitoral para as eleições, presidenciais e legislativas, que terão lugar este ano em França. Dificuldades que se agravarão com a dissolução do supracitado banco russo.

 

Em Dezembro último, Le Pen tentou fazer face a estas dificuldades através de um empréstimo de 6 milhões de euros concedido por uma empresa detida pelo seu pai, Jean-Marie Le Pen, fundador e ex-presidente da Frente Nacional que foi expulso do partido devido a declarações polémicas.

 

São do domínio público as informações que mostram que o partido de Le Pen tem beneficiado do financiamento fornecido pelo regime russo liderado por Vladimir Putin, sabendo-se que o Kremlin financia outras forças políticas europeias anti-União Europeia. 


A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Ventura Santos 04.01.2017

Artigo da treta. Se fosse uma ajuda do governo "Putin" o banco não teria ido à falência e não teria pedido o reembolso. Deviam era dizer que o boicote realizado pelos partidos do sistema aos movimentos nacionalistas obriga-os a recorrer a bancos estrangeiros de terceira categoria para se poderem fin

pub
pub
pub
pub