União Europeia Le Pen recusa devolver verbas europeias usadas fora da lei

Le Pen recusa devolver verbas europeias usadas fora da lei

O Parlamento Europeu ordenou a devolução de 300 mil euros financiados pelos orçamentos europeus que terão sido usados para pagar a uma assessora que trabalhou a maior parte do tempo na sede em Paris da Frente Nacional. Mas Marine Le Pen diz não ter intenção de devolver o dinheiro.
Le Pen recusa devolver verbas europeias usadas fora da lei
Bloomberg
Eva Gaspar 01 de fevereiro de 2017 às 13:42
Marine Le Pen não cumpriu o prazo fixado pelo Parlamento Europeu para devolver 300 mil euros que, segundo Estrasburgo, foram indevidamente usados pela Frente Nacional para pagar a assessores na sede do partido, em Paris, quando se destinavam a cobrir os custos da actividade parlamentar europeia.
 
Segundo noticia a BBC, a eurodeputada e candidata presidencial francesa tinha até a meia-noite desta terça-feira para devolver o dinheiro, mas informou não ter a intenção de fazê-lo, dizendo-se vítima de uma vingança politicamente motivada.

O Parlamento Europeu pode agora reter até metade de seu salário e subsídios, que seus oponentes dizem totalizar quase 11 mil euros por mês.

O dinheiro que o Parlamento Europeu quer ver devolvido foi usado para pagar o salário de Catherine Griset, uma amiga íntima de Le Pen, bem como do seu director de gabinete. Os fundos estavam condicionados a que Griset passasse a maior parte do seu tempo de trabalho em Bruxelas ou em Estrasburgo. No entanto, o Parlamento Europeu diz que a maior parte do seu tempo foi passado em trabalhar na sede da Frente Nacional, em Paris. O partido enfrenta um segundo pedido de devolução de verbas, de 41.554 euros, por salários pagos ao guarda-costas de Le Pen, precisa a BBC.

Questionada sobre se devolveria o dinheiro, Marine Le Pen disse à AFP: "Para pagar o dinheiro, eu teria que ter recebido os fundos, mas meu nome não é François Fillon". O candidato presidencial republicano está a ser alvo de uma investigação preliminar em França por suspeita de ter criado empregos fictícios no parlamento francês que terão permitido à sua mulher, Penelope, receber mais de 500 mil euros ao longo de oito anos.

A Frente Nacional não conseguiu crédito de bancos franceses e teve que procurar financiamento no exterior. Em 2014, a FN recebeu um empréstimo de nove milhões de euros do primeiro banco checo-russo, que entrou em colapso no ano passado.

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comentários mais recentes
Mr.Tuga 01.02.2017

Tão "honesta"....

Rapaz 01.02.2017

Uma extrema direita moderna, é e deve ser inclusiva e europeia! Ou seja, não pode nem deve ser nacionalista, racista, mas sim Europeísta, onde todos os que a Habitam devem ser tratados por igual. As restrições para bem de todos, devem ser colocadas para defesa e condições de todos. A Europa, deve e pode ser um espaço comum, que receberá imigrantes, caso haja condições iguais para os que já cá estão e para os que entram. Os que entram, devem de assinar um compromisso, onde demonstram interesse em respeitar integralmente os valores Europeus e adaptar, o seu modo de vida, a esses valores! A extrema direita do Séc. XX não serve, a extrema direita do Séc.XXI. Estejam atentos.

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