Saúde Legionella: A maior preocupação de saúde pública dos últimos anos em Portugal

Legionella: A maior preocupação de saúde pública dos últimos anos em Portugal

O surto de 'legionella' que há três anos ocorreu em Vila Franca de Xira foi um dos maiores problemas de saúde pública em Portugal e foi também a maior preocupação do então director-geral da Saúde, durante o seu longo mandato.
Legionella: A maior preocupação de saúde pública dos últimos anos em Portugal
Sara Matos
Lusa 04 de novembro de 2017 às 21:26

O surto de legionella há três anos provocou doze mortos e afectou cerca de 400 doentes, sendo que quase metade teve de ser assistida em cuidados intensivos.

Numa das últimas entrevistas que deu como director-geral da Saúde, Francisco George confessou que os casos de 'legionella' em Vila Franca de Xira, em Novembro de 2014, foram o maior susto em doze anos à frente da Direção-geral da Saúde (DGS) e foram o problema que mais lhe tirou o sono.

Apesar de considerar a situação como "muito grave", recordou que foram mobilizados todos os meios e que, "ao fim de 15 dias, foi declarado o fim da epidemia".


A principal preocupação das autoridades foi de imediato detectar a fonte do problema e, "ao fim de poucas horas, foi possível perceber o que se estava a passar e encerrar, do segundo para o terceiro dia, a fábrica que estava a emitir as partículas contaminadas com a bactéria", como lembrou Francisco George à agência Lusa, numa entrevista dada em Outubro.


O início do surto foi a 7 de Novembro de 2014, quando treze pessoas deram entrada no Hospital de Vila Franca de Xira com sintomas que apontavam para episódios provocados por 'legionella'.

Posteriormente, o hospital confirmava a entrada de 27 pessoas infectadas. No final desse dia, a Administração Regional de Lisboa e Vale do Tejo informava que o número de infectados tinha subido para 33.


No dia seguinte, a 8 de Novembro, foi conhecido o primeiro caso mortal e a DGS anunciava a abertura de um inquérito epidemiológico para averiguar a fonte da contaminação.

Nesse mesmo dia, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou que tinha sido accionado um plano de contingência para lidar com o surto. O grupo integrava dirigentes e especialistas de saúde e de ambiente.


Ao fim de três dias eram já quatro os mortos e havia mais de 160 pessoas infectadas.


No final do surto, eram doze as vítimas mortais, que tinham entre os 43 e os 89 anos, sendo nove homens e três mulheres. A taxa de letalidade deste surto foi estimada em 3,2%.


As autoridades fecharam as torres de refrigeração das principais fábricas da região, que só foram reabertas quando ficou demonstrado qual a fonte concreta, ou seja, uma dessas fábricas.


Este caso de 'legionella' foi considerado também um teste à capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tendo um relatório oficial considerado que os hospitais e estruturas de saúde responderam positivamente.


O surto de 'legionella' em Portugal mereceu igualmente a atenção de entidades europeias e mundiais, levando até a Organização Mundial de Saúde a considerá-lo uma emergência de saúde pública.


A 'legionella' é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma pneumonia grave. A infecção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada.




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comentários mais recentes
carlos Há 2 semanas

Alguém reparou esta senhora , directoa geral da Saúde, a falar destes assuntos tao gravissimos com um sorriso quasi permanente nos seus labios! Incrivel ..... esta ela contente com o que se esta a passar? Mau começo minha senhora!

Anónimo Há 2 semanas

A maior preocupação só se for para o pagode porque o (des)Governo está-se kagando e não adianta vir com lágrimas de crocodilo nem com desculpas de m@rda.

General Ciresp Há 2 semanas

E quanto matou o SURTO dos INCENDIOS?A coisa nao e grave,o cheirinha selfie ainda nao apareceu para o palpite.Aquilo que e falado demais desvazia a nuca,poe-na oca,evitemos isso.

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