Líder do Syriza responde a Lagarde: Os gregos "pagam os seus impostos"
27 Maio 2012, 16:56 por Lusa
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"Sobre as recentes declarações da senhora Lagarde, a última coisa que a Grécia quer é a sua compreensão", afirmou Alexis Tsipras num comunicado.
O líder da coligação da esquerda radical grega Syriza, Alexis Tsipras, criticou hoje as declarações da directora do FMI, Christine Lagarde, afirmando que os gregos "pagam os seus impostos" e não precisam da sua compreensão.

"Sobre as recentes declarações da senhora Lagarde, a última coisa que a Grécia quer é a sua compreensão", afirmou o líder do Syriza num comunicado.

O partido, que ficou em segundo lugar nas eleições de 06 de maio, opõe-se ao programa de austeridade exigido pelos credores da Grécia, entre os quais o Fundo Monetário Internacional (FMI), e pretende renegociar os termos do memorando assinado em troca do empréstimo internacional.

"Os trabalhadores gregos pagam os seus impostos", que são muito pesados e, nalguns casos, "mesmo insuportáveis", afirmou Tsipras.

Numa entrevista publicada no sábado pelo diário britânico The Guardian, Lagarde afirmou que os gregos deviam "começar por se ajudar colectivamente" pagando os seus impostos e disse-se menos preocupada com as crianças gregas do que com as da África subsaariana.

No sábado à noite, depois da polémica causada pelas suas declarações, Christine Lagarde publicou uma mensagem na sua página do Facebook em que se diz "compreensiva com a situação dos gregos" e afirma que "parte importante" do esforço para ultrapassar a crise é "que todos partilhem equitativamente o fardo, especialmente os mais privilegiados e, especialmente, pagando os seus impostos".

Alexis Tsipras afirmou, em relação à evasão fiscal, que Christine Lagarde "devia dirigir-se ao (partido socialista) PASOK e à Nova Democracia (conservadores), para que eles expliquem porque não tocaram no grande capital e andam atrás do simples trabalhador há dois anos".

A política de austeridade seguida na Grécia foi maciçamente rejeitada pelos eleitores nas legislativas de 06 de maio passado, beneficiando sobretudo o Syriza, o segundo partido mais votado.

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