Economia Licenciaturas afastam outros dois assessores do Governo

Licenciaturas afastam outros dois assessores do Governo

Depois de notícias do Observador terem levado à saída de dois adjuntos do Governo, o Executivo conduziu depois um auto-exame que levou à saída de outros dois assessores, um da ministra do Mar e outra do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, refere aquele órgão.
Licenciaturas afastam outros dois assessores do Governo
Miguel Baltazar
Bruno Simões 30 de Novembro de 2016 às 10:37

Primeiro foi o adjunto para os Assuntos Regionais de António Costa que apresentou a demissão, depois de se concluir que, ao contrário do que alegara, não era licenciado. Depois, veio a bem mais polémica saída do chefe de gabinete do ex-secretário de Estado da Juventude e Desporto, igualmente por ter declarado licenciaturas que não possuía. Ambos saíram após notícias do Observador. Agora, foi o Governo a realizar a sua própria investigação interna, que resultou na saída de outros dois assessores.

 

Vários ministérios pediram ao seu pessoal nomeado para garantir que as habilitações que constam dos despachos de nomeação existem de facto, escreve o Observador. No Ministério da Educação não foram detectadas mais incongruências, explica fonte oficial.

 

Mas elas surgem nos Assuntos Parlamentares, uma secretaria de Estado que depende de António Costa. Uma das baixas foi a assessora de imprensa de Pedro Nuno Santos, Carla Fernandes. O primeiro-ministro encarregou a sua secretária de Estado adjunta, Mariana Vieira da Silva, de analisar as habilitações do seu gabinete e das duas secretarias de Estado que dependem de Costa: os Assuntos Parlamentares e o da secretária de Estado adjunta.

 

De acordo com o responsável pelos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, descobriu-se que a licenciatura de Carla Fernandes também é falsa. "Quando os casos das falsas licenciaturas foram conhecidos, fizemos um despiste para tentar encontrar qualquer situação do género que não estivesse identificada nos currículos. Pedimos entrega de certificados de habilitações, mas a Carla não entregou e disse que não tinha forma de entregar e pediu a exoneração. Não ignorámos a mentira, mas não foi preciso tomar a iniciativa porque ela pediu a exoneração", conta Pedro Nuno Santos.

 

A menção à falsa licenciatura já vem desde, pelo menos, 31 de Julho de 2008, altura em que Carla Fernandes foi nomeada para assessora de Ana Paula Vitorino, então secretária de Estado dos Transportes, e foi renovada em 2009 e 2011 (quando lhe foi atribuído um louvor).

 

Fausto Coutinho não frequentou a universidade

 

Ana Paula Vitorino volta a contar com uma situação do género no seu actual gabinete, enquanto ministra do Mar. O ex-jornalista Fausto Coutinho, o seu assessor de imprensa, também conta com uma "mancha" na sua nota curricular que não terá agradado à ministra. Isto porque escreveu que "em 2005, matriculou-se na Universidade Lusófona de Lisboa que, devido à sua intensa actividade profissional, não chegou a frequentar".

 

Ana Paula Vitorino não terá gostado (o despacho de nomeação tornou-se viral nas redes sociais) e terá afastado Fausto Coutinho, diz o Observador. No despacho de exoneração, contudo, surge a indicação que a saída do assessor de imprensa era voluntária.




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mais votado Anónimo Há 1 semana


A MALTA DA FP E CGA QUER PÔR O PAÍS NA BANCARROTA... OUTRA VEZ.

Podem cortar no orçamento da FP e CGA... Já chularam até demais.


comentários mais recentes
JoaquimCarreiraTapadinhas Há 1 semana

O homem não frequentou a Universidade Lusófona porque não teve tempo disponível, pois estava ocupado com tarefas partidárias. Reconhecido o afã político teve de se arranjar qualquer ocupação bem paga. Logo está tudo na linha do costume e só quem não percebe da poda reclama. Há um político que incluiu nas habilitações o ter passado à porta de uma universidade. Como se prova, este até entrou para se inscrever e, por isso, tem melhor currículo.

jmsm2 Há 1 semana

Que raio de triagem é que é feita, na escolha dos contemplados com o tacho?

SIMOESbenfica Há 1 semana

A seguir ao 25 de Abril criaram-se dezenas de Universidades que não são outra coisa que maternidades paridoras de "DOUTORES". É a "DOUTORICE AGUDA" que invadiu o país. Quem não conseguia nota para entrar numa universidade oficial, recorria à carteira dos paizinhos e matriculava-se numa universidade privada, mais parecendo que entrava numa cadeia de montagem, e do outro lado, ou seja, passados mais 4 ou 5 anos, saía mais um "Doutor". Parecia uma fábrica de enchidos. O resultado foi saírem os chamados "Doutores de Aviário", como são o caso de PASSOS COELHO e a sua Ministra das Finanças (Univ. Lusíada), já sem falar nos RELVAS, SÓCRATES, BRUNOS de CARVALHO etc. Porque é que um Ministro ou Secretário de Estado tem que ser "Doutor". Se tem valor e conhecimentos porquê a mania de querer ser tratado por "DR"? Não basta ser competente para a função?

Anónimo Há 1 semana

É preciso por a fuça destes individuos nos jornais. Que falta de honra.

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