Empresas Líder da ANJE: “Há quem queira investir e fazer fábricas e não tem trabalhadores”

Líder da ANJE: “Há quem queira investir e fazer fábricas e não tem trabalhadores”

O presidente da associação de jovens empresários e da ASM Industries diz que Portugal está a pagar caro a emigração de jovens qualificados e não especializados. “Já estão a fazer uma tremenda falta”, alerta Adelino Costa Matos, em declarações ao Expresso.
Líder da ANJE: “Há quem queira investir e fazer fábricas e não tem trabalhadores”
Portugal e a emigração de jovens qualificados: "Já estão a fazer uma tremenda falta", diz Adelino Costa Matos, presidente da ANJE e da ASM Industries.
Negócios 09 de setembro de 2017 às 13:03

"Há regiões da zona Norte onde a taxa de desemprego é baixa e onde os empresários têm dificuldades em recrutar. Há quem queira investir e fazer fábricas, mas não tem trabalhadores para abrir portas", garantiu Adelino Costa Matos, presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), este sábado, 9 de Setembro, em declarações ao Expresso.

 

"Agora lembramo-nos dos milhares de jovens portugueses qualificados e não especializados que saíram do país e que já estão a fazer uma tremenda falta", realçou.

 

Para Adelino Costa Matos, a escassez de recursos humanos qualificados "é uma questão crítica e tem de ser pensada dez anos à frente", defendendo que "é preciso revitalizar os centros de formação profissional de forma a redireccionar os jovens sem formação universitária para os sectores tradicionais, porque o estigma dos salários baixos está a acabar", afiançou.

 

Este dirigente associativo, que é também presidente da metalúrgica ASM, um conglomerado industrial de oito fábricas, sediado em Sever do Vouga, que factura 50 milhões de euros, 80% dos quais nos mercados externos, dá o exemplo de um sector que bem conhece.

 

"Hoje, na metalurgia, não há mão-de-obra barata. Não é preciso ser licenciado para ter um bom salário", sublinhou, explicando que "os soldadores, que há uns anos estavam oito horas a soldar num chão de fábrica, hoje com a indústria 4.0 são muitas vezes operadores de máquinas e têm de ter cada vez mais competências digitais".




pub