Política Líder da Apollo em Portugal quer mais flexibilidade no mercado de trabalho

Líder da Apollo em Portugal quer mais flexibilidade no mercado de trabalho

O Estado cortou subsídios de férias mas não permite que os privados o façam. É um dos erros em Portugal, segundo Gustavo Guimarães, que lidera em Portugal a dona da Tranquilidade que está na corrida pelo Novo Banco.
Diogo Cavaleiro 20 de Outubro de 2016 às 12:42

"Flexibilidade". Para o líder da Apollo, fundo americano na corrida pelo Novo Banco e que detém as seguradoras Tranquilidade e Açoreana, é isso que falta ao mercado de trabalho Portugal.

 

Segundo Gustavo Guimarães, "o Estado, quando foi a fase da troika, criou, para si, flexibilidade". A retirada  e corte de subsídios de férias foi um exemplo dado. O Estado "não permite essa flexibilidade" aos privados, indicou o gestor na conferência "Portugal em Exame", realizada esta quinta-feira, 20 de Outubro, em Lisboa.

 

"É muito melhor para as pessoas, sociedades e empresas que haja flexibilidade", frisou Gustavo Guimarães, adiantando que é preferível que haja um ajuste dos trabalhadores nos seus empregos do que haver despedimentos.

 

Segundo o representante português da Apollo, as regras do mercado de trabalho têm sido um factor prejudicial para a evolução da economia portuguesa há vários anos. "Ninguém quer falar sobre ele [mercado de trabalho] porque politicamente não é correcto". A diferença do desemprego nos jovens e nos adultos é outra das questões que estão erradas no mercado, de acordo com o próprio. "Essa falta de flexibilidade cria problemas dentro do próprio mercado de trabalho".

 

A "falta de estabilidade das políticas" e a "burocracia" são igualmente obstáculos que existem em Portugal para que o país seja o "melhor do mundo para trabalhar", segundo Gustavo Guimarães. "Sou dos que pensam que Portugal é o melhor país do mundo para viver, mas não é ainda o melhor do mundo para trabalhar".

 

Gustavo Guimarães afirmou ainda que é "claro" que a Apollo está interessada em continuar em investir em Portugal. O fundo de "private equity" dos EUA entrou no país com a compra da Tranquilidade ao Novo Banco, tendo este ano também adquirido a Açoreana à Oitante e à Rentipar. Ao lado da Centerbridge, a Apollo está na corrida pela venda directa do Novo Banco. 




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mais votado alberto9 Há 2 semanas

Os fundos não criam nada só destroem. Está gente só ficaria satisfeita quando pudessem colocar os empregados a pagar para trabalhar

comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas


Comemorações Oficiais

FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


Porque é que 4 500 000 de trabalhadores privados têm de continuar a pagar a reposição dos salários, das pensões e das mordomias dos 500 000 funcionários públicos?

É uma medida populista que vai enterrar o país em mais 10 000 milhões € nos próximos anos!

Chega de mordomias para os funcionários públicos, são as 35 horas de trabalho, os dias de férias que começam nos 25 dias, as reformas muito acima dos restantes mortais e com muito menos anos de descontos, o bloco de "desculpas" para faltar ao trabalho, as inúmeras greves dos inúteis sindicatos, a impossibilidade de serem despedidos.

alberto9 Há 2 semanas

Os fundos não criam nada só destroem. Está gente só ficaria satisfeita quando pudessem colocar os empregados a pagar para trabalhar

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