Economia Líderes financeiros dizem que abrandamento da China não traz grandes preocupações

Líderes financeiros dizem que abrandamento da China não traz grandes preocupações

O abrandamento da economia chinesa não é uma razão para grandes preocupações relativamente ao impacto que tem na evolução da economia mundial, consideraram este sábado, 23 de Janeiro, alguns dos maiores líderes financeiros no último dia do Fórum Económico Mundial, em Davos.
Líderes financeiros dizem que abrandamento da China não traz grandes preocupações
Bloomberg
Lusa 23 de janeiro de 2016 às 13:22

"Não estamos a ver uma aterragem forçada, estamos a ver uma transição", considerou a directora executiva do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, num debate sobre as perspectivas económicas para este ano.

As preocupações sobre o abrandamento da economia chinesa tiveram um impacto nos mercados, causando turbulência nas últimas semanas, visível também na depreciação de 1,5% da moeda chinesa este mês.

O FMI prevê que a China abrande para 6,3% este ano, o valor mais baixo dos últimos 25 anos, depois de uma expansão de 6,9% do PIB no ano passado, e esta foi uma das razões para a revisão em baixa da previsão de crescimento da economia mundial para 3,4%.

"Mesmo um crescimento da China a esta taxa vai acrescentar uma economia do tamanho da Alemanha no final da década", relativizou o ministro das Finanças britânico, George Osborne.

O consenso relativamente à China veio também do governador do banco central do Japão, que considerou que o abrandamento era esperado tendo em conta as transformações que estão a decorrer no país.

"O que estamos a observar na economia chinesa pode ser considerado como um processo de transformação interna, de uma economia centrada no investimento e na produção para uma economia focada nos serviços e no consumo, afirmou Haruhiko Kuroda.

A China não é o único problema económico mundial que os líderes políticos enfrentam, há também a juntar o terrorismo islâmico, a descida dos preços das matérias-primas e a turbulência nos mercados financeiros.

"Em 46 anos, desde que o Fórum Económico Mundial existe, não me lembro de ter de fazer face a tantos problemas ao mesmo tempo", disse Klaus Schwab, o presidente da instituição.




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comentários mais recentes
Anónimo 23.01.2016

O passado prova o contrario,nada de nervos,vamos por certo ter mais casos identico ao do passado recente para pautar os valentes de hoje e os medrosos de ontem.

Anónimo 23.01.2016

Nao foi isso que ficou provado no incio deste ano.As bolsas asiaticas comandadas pela China andaram la por baixo,e America e Europa andaram com as calcas na mao por ja nao haver cinto que as segura-se.Quem lembra quer lembrar.

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