Ambiente Limitações à plantação de eucalipto avançam a partir de amanhã

Limitações à plantação de eucalipto avançam a partir de amanhã

A reflorestação com eucalipto passa a ser proibida quando anteriormente existiam árvores de outras espécies nos mesmos terrenos. Uma medida transitória que visa regular a plantação em zonas ardidas até que as novas regras do plano para as florestas entrem em vigor.
Limitações à plantação de eucalipto avançam a partir de amanhã
Correio da Manhã
Filomena Lança 05 de dezembro de 2017 às 10:53

A rearborização com eucaliptos "só é permitida quando a ocupação anterior constitua um povoamento puro ou misto dominante, tal como definido em sede do Inventário Florestal Nacional, de espécies do mesmo género". A nova regra foi publicada esta terça-feira em Diário da República e entra em vigor amanhã, 6 de Dezembro.

 

Basicamente, trata-se de um regime transitório aprovado pelo Governo já em Novembro que visa regular a plantação de eucaliptos em áreas ardidas. Assim, estes só serão aceites em terrenos onde antes já existiam, fossem a espécie dominante, ou convivendo com outras. Desta forma, em zonas onde antes não existia eucalipto, não será possível proceder agora à sua plantação.

 

Este é um regime transitório que vigorará até à entrada em vigor da lei aprovada em Julho, no âmbito do pacote para as florestas, que procedeu à revisão do regime jurídico da arborização e rearborização. Este novo regime só se aplicará a partir de Fevereiro de 2018, pelo que, até lá, o Governo optou por determinar esta limitação.

 

"A implantação e expansão de espécies florestais autóctones diversas, particularmente afectadas pela dimensão sem precedentes dos incêndios que ocorreram nos meses de Junho e de Outubro do corrente ano, implica a adopção imediata de medidas tendentes a garantir as actividades das várias fileiras florestais, bem como a biodiversidade, promovendo o equilíbrio entre as diferentes espécies florestais nas acções de rearborização a efectuar", lê-se no preâmbulo do diploma.

 

A ideia é, portanto, "promover a existência de uma adequada composição dos povoamentos florestais, evitando a rearborização com espécies do género Eucalyptus sp. em áreas ocupadas anteriormente por outras espécies".

 

O regime que entrará em vigor em Fevereiro de 2018 vem, recorde-se, limitar a plantação de novos eucaliptos. Permite, por um lado, as transferências de áreas de eucaliptos de zonas de interior para áreas de litoral, mais produtivas, mas também menos propensas a incêndios, mas isso implicará uma redução de área de plantação. Na prática, no primeiro ano em que for possível colocar em acção este mecanismo de permutas de áreas, só será possível transferir 90%, o que dará logo uma diminuição em 10% da área plantada. No segundo ano serão menos 20% e assim sucessivamente, até que, no 5º ano, ficará nos 50% - por cada hectare que seja transferido, só pode ser plantado meio hectare.




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mais votado TinyTino Há 1 semana

Isso não há problema. Há sempre alguém disposto a atestar que já existiam eucaliptos em determinada área ardida.

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Anónimo Há 1 semana

JCG sim sem duvida, isto de descer ao nível desses idiotas ignorantes e sem respeito pelo ecossistema não vale a pena! Felizmente ainda há quem tenha um mínimo de sensibilidade que é coisa tão rara neste país de gananciosos sem escrúpulos e sem respeito pela vida! Respeitem a natureza seus Idiotas

JCG Há 1 semana

Disse alguém avisado, e com toda a pertinência, que argumentar com um imbecil é algo de disparatado, pois tem de se descer ao nível do imbecil e a esse nível o imbecil ganha sempre porque tem muito mais prática e experiência. Pois bem, há por aqui uns imbecis e simultaneamente cobardes que a coberto do anonimato – o anonimato não devia ser aqui permitido – se permitem bolsar postas de pescada sobre comentários de outros leitores, com arrogância e tom alarve. Dizem uns papagaios que quem tem um terreno tem o direito a tirar dele um rendimento, logo, tem o direito de plantar lá o que entender – leia-se eucaliptos. Mas que será feito desse rendimento se as árvores arderem antes da maturidade, coisa que está mais que certa para o próximo futuro, pois a tendência de aquecimento do clima, das secas e dos incêndios só o Trump diz que é mentira? Bom, em Portugal, para além de pinheiros e eucaliptos, haverão dezenas de espécies arbóreas. Mas antes de tudo, está a defesa das vidas.

Anónimo Há 1 semana

Então JCG, plantamos o quê? Cabeças como a tua??? Sabes que os proprietários pagam IMI anualmente, logo precisam de ter rendimento. Deviam era ter plantado na floresta, mas de cabeça para baixo, tantos ignorantes que têm falado de incêndios.

eduardo santos Há 1 semana

Floresta . temos uma floresta totalmente desordenada, mas..........não aceito que venham impor condições como aquelas que tenho ouvido., essas saõ estupidas e vejo bem que vem de quem nunca fez nada na vida ...Falem com quem viva nas aldeias, c/ a industria

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