União Europeia Lisboa acolhe cimeira de sete países do sul da Europa para preparar posições comuns

Lisboa acolhe cimeira de sete países do sul da Europa para preparar posições comuns

Lisboa acolhe, no próximo sábado, os chefes de Estado e de Governo de sete países do sul da Europa, numa cimeira que pretende procurar posições comuns sobre migrações, segurança e defesa e desenvolvimento económica e social. 
Lisboa acolhe cimeira de sete países do sul da Europa para preparar posições comuns
Lusa 26 de janeiro de 2017 às 19:25

A segunda cimeira de países do sul da Europa conta, pela primeira vez, com a presença de todos os líderes dos sete países - Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal e Malta -, depois de o chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, ter falhado a primeira reunião de alto nível deste grupo, em Setembro passado na capital grega, por o seu governo estar, então, em gestão.

 

O primeiro-ministro português, António Costa, será o anfitrião dos presidentes do Chipre (Nikos Anastasiades) e de França (François Hollande) e dos primeiros-ministros de Espanha (Mariano Rajoy), Malta (Joseph Muscat), Grécia (Alexis Tsipras) e Itália (Paolo Gentiloni).

 

Em cima da mesa estarão, essencialmente, três temas: crescimento económico, investimento e convergência; segurança e defesa e migrações.

 

O objectivo da cimeira não é fazer "um clube à parte", mas promover uma partilha de opiniões e procurar uma "concertação de posições" entre países que, "pela geografia, relações históricas de vizinhança, afinidades culturais e convergência de posições em várias matérias, partilham uma perspectiva comum sobre vários temas da agenda europeia", disse à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.

 

Os sete países pretendem "dar um contributo concreto" para a reflexão que a União Europeia lançou na cimeira de Bratislava, nomeadamente nas próximas etapas - cimeira informal de Malta (3 de Fevereiro), Conselho Europeu da Primavera (9 e 10 de Março, em Bruxelas) -, e para a preparação da Declaração de Roma, que assinalará, a 25 de Março, o 60.º aniversário da assinatura do Tratado de Roma.

 

O encontro do próximo sábado "será também uma oportunidade para reafirmar a confiança destes países no projecto europeu e a convicção de que a construção de uma União Europeia mais forte e mais coesa" - a 27 - é "uma prioridade que responde ao interesse nacional de cada um".

 

Portugal vai procurar o apoio dos restantes países para propor "novas iniciativas que sejam consideradas úteis pelos cidadãos".

 

O primeiro-ministro insistirá que a união monetária, "incompleta, agrava as dificuldades e acentua as assimetrias", posição que defendeu na terça-feira passada, num seminário com cerca de 40 decisores e académicos europeus sobre o tema "Consolidar o Euro. Promover a Convergência".

 

Na cimeira, António Costa apresentará as conclusões deste encontro, entre as quais a de uma nova combinação de políticas que conjugue a política monetária do Banco Central Europeu com a coordenação das políticas orçamentais dos Estados-membros; a conclusão da união bancária, através da concretização do sistema europeu de garantias de depósitos e a criação de uma capacidade orçamental própria da zona euro.

 

Os países deverão também defender a importância de avançar com o Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos.

 

Quanto à segurança e defesa, os líderes dos sete países deverão debater o reforço das fronteiras externas da União, através da operacionalização da Guarda Costeira e de Fronteiras Europeia - para a qual Portugal contribuirá com 47 efectivos -, e a segurança no interior da UE, nomeadamente contra a ameaça terrorista, mas sem prejudicar a livre circulação dos europeus consagrada no acordo de Schengen.

 

O combate ao terrorismo, nomeadamente através da prevenção da radicalização e recrutamento, também será discutido, com Portugal a insistir na sua proposta de impulsionar o investimento na regeneração urbana.

 

A nível de segurança externa, é de esperar uma mensagem de apoio sobre a implementação da Estratégia Global da UE no domínio da segurança e defesa, a cooperação UE-NATO e o Plano de Acção Europeu de Defesa.

 

No domínio das migrações, os países deverão reafirmar a sua solidariedade para com os Estados "particularmente afectados pela crise migratória" - Grécia e Itália - e reflectir na necessidade de evitar o desvio das rotas de migrações do Mediterrâneo Oriental [que diminuiu graças ao acordo UE/Turquia] para o Mediterrâneo Central e Ocidental, o que implica "um combate às causas profundas da migração e uma cooperação com os países de origem" do fluxo, apoiando o investimento e crescimento económico em África.

 

A cimeira tem início às 11:00 e, pelas 13:00, os líderes participam na tradicional fotografia de família, antes de participarem num almoço de trabalho. Às 14:40 está prevista uma declaração conjunta à imprensa, com intervenção dos sete chefes de Estado e de Governo.

 

À margem da cimeira, o primeiro-ministro português recebe em São Bento, ao início da noite de sexta-feira, o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, e, na manhã de sábado, o chefe do Governo de Itália, Paolo Gentiloni.

 

Ambos os encontros pretendem preparar as próximas cimeiras informais da União Europeia, em La Valetta, Malta - país que exerce, este semestre, a presidência da UE - e em Roma, em Março.  




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

E" preciso que nao esquecam os outros tres primos; Marrocos, Tunisia, e Argelia.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

E" preciso que nao esquecam os outros tres primos; Marrocos, Tunisia, e Argelia.

Anónimo Há 3 semanas

Ainda faltam mais; Marrocos, Tunisia , e Argelia nao devem ficar de fora.

Lá vai disto Há 3 semanas

A brigada do reumático vai atacar a Alemanha e o Tremp . Europa unida ?! Háhá ...contra os canhões marchar,marchar . Estas bestas caloteiras vão colocar os seus países a ferro e fogo não tarda

PIGS SUMMIT Há 3 semanas

The PIGS Summit.
Conferência de caloteiros

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