Justiça Lobo Xavier diz que queixa do Fisco espanhol a Ronaldo não se baseia na Lei

Lobo Xavier diz que queixa do Fisco espanhol a Ronaldo não se baseia na Lei

  António Lobo Xavier, um dos advogados de Cristiano Ronaldo, disse hoje que a queixa de fraude fiscal apresentada pelo Fisco espanhol contra o futebolista se deve a uma diferença de opinião que não tem base em qualquer lei.
Lobo Xavier diz que queixa do Fisco espanhol a Ronaldo não se baseia na Lei
Paulo Duarte/Negócios
Lusa 13 de junho de 2017 às 19:28

Em declarações à SIC Notícias, Lobo Xavier explicou que o futebolista português declarou em 2014 os direitos de imagem obtidos desde 2011, por pensar que era justamente nesse ano que o tinha de fazer e não nos anos anteriores, como defende a acusação.

 

"Não houve falta de declaração, o que houve foi uma declaração com base num critério que, aparentemente, não é o critério preferido pela administração fiscal espanhola, o qual não se baseia numa lei ou em normas em que se possa dizer que o jogador as violou", disse aquele o fiscalista português.

 

De resto, Lobo Xavier lembrou que Cristiano Ronaldo, nos anos em questão, não foi interrogado pelo Fisco espanhol em momento algum e que, se tivesse seguido o critério deste, pagando ano a ano, teria pagado menos do que pagou em 2014.

 

Reforçando o seu argumento, Lobo Xavier referiu que Ronaldo já utilizava este sistema para a tributação dos seus direitos de imagem no Reino Unido, quando jogava no Manchester United, sistema esse muito comum em território britânico e aceite pela administração fiscal deste país.

 

O Ministério Público de Madrid acusa Ronaldo de defraudar o estado espanhol em 14,7 milhões de euros de forma "consciente e voluntária", acusação que Lobo Xavier considera uma "surpresa total" e que o jogador sente como "uma injustiça".

 

O advogado luso defende que num tema tão técnico não se pode responsabilizar Cristiano Ronaldo, que se limita a seguir os conselhos dos seus assessores, separando o seu caso de outros processos fiscais a futebolistas, como o de Leo Messi, no FC Barcelona.

 

"O caso de Messi e de outros jogadores perseguidos pelo Fisco espanhol é completamente diferente, porque esses jogadores não declararam nada. Ronaldo, antes de ser investigado, declarou espontaneamente a parte que achava que deveria declarar em território de Espanha", explicou Lobo Xavier, para quem o Fisco espanhol decidiu apresentar agora a acusação porque os prazos estavam em vias de prescrição.

 

O Fisco espanhol acusa Ronaldo de quatro crimes contra a Fazenda Pública cometidos entre 2011 e 2014 e estima uma fraude fiscal em torno de 14 milhões e 700 mil euros.




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mais votado Anónimo 14.06.2017

Outros povos têm os Edisons, os Gates, os Bezos, os Mas, os Daimlers, os Jobs, os Huangs, os Pages, os Brins, os Zuckerbergs... e investem neles, adquirem maravilhados os produtos fantásticos que eles criam e os seus países assim enriquecem e desenvolvem-se. O mundo lusófono tem os Ronaldos e só os Ronaldos e fica espantado a olhar para eles de boca aberta enquanto aqueles chutam numa bola que faz as pessoas... contentes. Exemplo concreto da criação de valor versus extracção de valor e as suas consequências.

comentários mais recentes
SALAZAR 14.06.2017

ESTE LOBO XAVIER FAZ PARTE DO MESMO GANGUE DO PAULO NÚNCIO QUE NÃO SABIA DOS MILHÕES NÃO DECLARADOS PARA OFFSHORES NEM NUNCA TINHA CONSTITUÍDO NENHUMA. CONSTITUIU CENTENAS NA MADEIRA. SÃO OS DOIS DO CDS E DO "GRANDE" ESCRITÓRIO MORAIS LEITÃO QUE ESTEVE EM TODAS AS NEGOCIATAS QUE DELAPIDARM O PAÍS.

SALAZAR 14.06.2017

"Lobo Xavier explicou que o futebolista português declarou em 2014 os direitos de imagem obtidos desde 2011, por pensar que era justamente nesse ano que o tinha de fazer e não nos anos anteriores, como defende a acusação." CÁ EM PORTUGAL SE CALHAR SÓ SE DECLARAM OS RENDIMENTOS TRÊS ANOS DEPOIS...

Anónimo 14.06.2017

Basta ser português para lhe caírem em cima mesmo que não saibam a razão é uma atitude de xenofobia.
O que faz o fisco português em relação aos jogadores espanhóis : NADA.

Robert Smith 14.06.2017

Sendo aconselhado desta forma ...O Conselho Jurídico deverá assumir as suas responsabilidades bem como respectivas consequências na Indemnização ao seu Cliente ..Caso haja efectiva condenação. Os Eventuais Erros e Incompetências devem ser compensados.

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