Louçã diz que falta em Portugal "um bocadinho de coragem" para rejeitar políticas da troika
26 Maio 2012, 19:41 por Lusa
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O líder do Bloco de Esquerda afirma que Portugal já está numa crise social semelhante à Grécia mas ainda falta um "bocadinho de coragem" como a dos gregos para rejeitar as políticas da troika.
"Já estamos na crise social da Grécia mas falta-nos aquele bocadinho de coragem que os gregos têm tido para dizer que precisamos de um Governo que respeite as pessoas e que fale olhe nos olhos com a senhora Merkel", afirmou Francisco Louçã.

Declarações do líder bloquista a propósito de notícias que apontam para mudanças que estarão a ser preparadas no partido, ao nível da liderança, mas que Francisco Louçã não quis comentar.

Garantiu, no entanto, o seu empenhamento para ultrapassar o momento económico que o país e a Europa atravessam.

"Ninguém pode virar as costas, é preciso ir à luta, seja de que forma for", retorquiu, assumindo a desejo de ajudar a eleger, na Grécia, "o primeiro Governo de Esquerda que possa rejeitar a ‘troika’" e levar a Europa a assumir prioridades como "recuperar o emprego, olhar para as pessoas ou acabar com a ganância financeira".

"Essa mudança precisa da grandeza de toda a gente que, de alma e coração, se dedica a esta luta", disse, à margem da inauguração, em Monção, da segunda Festa do Vinho Tinto de Tangil.

A propósito de agricultura, Louçã voltou a criticar a postura do grupo Jerónimo Martins na gestão da campanha de 50 por cento de desconto nas lojas do Pingo Doce.

"O que me magoou na promoção foi saber que o Pingo Doce tem 80 por cento de margem de lucro sobre muitos dos produtos. Por isso podia fazer todos os dias promoções de 50 por cento e ainda tinha lucro", criticou, num dia dedicado ao produtor e à agricultura.
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