União Europeia Macron adia governo para fiscalizar passado dos novos ministros

Macron adia governo para fiscalizar passado dos novos ministros

O presidente francês, Emmanuel Macron, quer certificar-se da correcção da conduta, designadamente em matéria de impostos, dos novos ministros do governo de Édouard Phillipe, nomeado ontem.
Macron adia governo para fiscalizar passado dos novos ministros
Reuters
Eva Gaspar 16 de maio de 2017 às 16:36

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro, Édouard Philippe, adiaram para esta quarta-feira, 17 de Maio, a apresentação da composição do seu governo.


O anúncio do executivo estava inicialmente agendado para hoje, tendo o seu adiamento sido justificado com a preocupação de afastar o risco de eventuais conflitos de interesse ou possíveis situações delicadas no percurso dos futuros ministros, designadamente em matéria tributária.

"Em conformidade com o compromisso assumido de moralizar a vida pública, o Presidente da República, em coordenação com o primeiro-ministro, decidiu introduzir um tempo de verificação, de forma a que a direcção-geral de Finanças Públicas e a Alta Autoridade para a Transparência possam realizar as diligências necessárias", refere um comunicado do Eliseu. divulgado ao início da tarde.


A ascensão de Macron nas sondagens para a eleição que viria a dar-lhe a vitória ocorreu depois da polémica que envolve François Fillon, o então candidato da direita republicana, investigado por alegada criação de empregos fictícios para a mulher e dois filhos, remunerados com dinheiros públicos.

Também Marine Le Pen, líder da Frente Nacional com quem Macron disputou a segunda volta das eleições presidenciais francesas, é acusada de desviar fundos do Parlamento Europeu para pagar a funcionários do partido, em Paris.

Durante a campanha, o agora Presidente apresentou-se como um novo tipo de político, sem a bagagem negativa dos "profissionais", e prometeu "erradicar os conflitos de interesses". 
"A indecência e os privilégios duraram demasiado tempo. Queremos governantes responsáveis, que prestem contas", disse no início de Marco, na apresentação do seu programa


Nesta segunda-feira, dia seguinte à sua tomada de posse como presidente de França, Emmanuel Macron, antigo ministro da Economia do governo socialista de François Hollande, escolheu o republicano Édouard Philippepolítico pouco conhecido da ala de direita, para chefiar o governo. De acordo com o comunicado do Eliseu, a composição do novo executivo deverá ser conhecida amanhã, terça-feira, ao início da tarde. Macron diz querer um governo pequeno, com um máximo de 15 ministros, composto por idêntico número de homens e de mulheres.



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