Política Macron afasta-se de Fillon e posiciona-se para a vitória em França

Macron afasta-se de Fillon e posiciona-se para a vitória em França

O antigo ministro da Economia de Manuel Valls é o candidato mais bem posicionado para vencer as eleições presidenciais francesas. A sondagem do Le Monde mostra que a primeira volta é de Le Pen, e a segunda de Macron.
Macron afasta-se de Fillon e posiciona-se para a vitória em França
Reuters
Rita Faria 16 de fevereiro de 2017 às 13:31

Emmanuel Macron tem uma vantagem de 4,5 pontos percentuais sobre o seu rival mais próximo, François Fillon, na corrida às eleições presidenciais de França, revela uma sondagem da Ipsos-Sopra Steria, publicada pelo Le Monde esta quinta-feira, 16 de Fevereiro.

 

Macron, antigo ministro da Economia de Valls, reúne 23% das intenções de voto, enquanto Fillon será a escolha de 18,5% dos inquiridos na primeira volta das eleições, a 23 de Abril.

 

De acordo com a sondagem, a grande vencedora da primeira volta será mesmo Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, que reúne 26% das intenções de voto. No entanto, e tal como têm mostrado as várias sondagens, a líder da extrema-direita deverá sair derrotada da segunda volta, a 7 de Maio, independentemente de quem enfrente.

 

Assim, Macron é o candidato mais bem posicionado para vencer as eleições presidenciais, depois de Fillon ter perdido apoio na sequência das suspeitas de desvio de fundos públicos.

 

O escândalo estourou depois de o semanário satírico Le Canard Enchaîné ter noticiado que, enquanto deputado, o candidato da direita criou um emprego fictício para a mulher, Penelope Fillon, e para dois dos filhos, que lhes permitiu receber centenas de milhares de euros de fundos parlamentares.

 

Segundo o semanário francês, Penelope Fillon foi contratada durante 15 anos e ganhou 831 mil euros em verbas públicas. Na sequência das suspeitas, as autoridades policiais fizeram buscas na Assembleia Nacional, em Paris, e inquiriram Fillon e a mulher.

 

Uma sondagem revelada no final da semana passada mostrou que sete em cada dez (70%) franceses defendem que o candidato da direita à presidência deve retirar-se da corrida, devido ao escândalo. 

A sondagem revelada esta quinta-feira foi realizada entre os dias 7 e 12 de Fevereiro junto de uma amostra de 15.874 pessoas. 




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