União Europeia Macron lidera sondagem em França

Macron lidera sondagem em França

O mais penalizado nas sondagens é o candidato da direita, François Fillon, envolvido nos últimos dias em suspeitas de que a sua mulher terá recebido verbas públicas por trabalho alegadamente não realizado. Macron bateria Le Pen na segunda volta.
Macron lidera sondagem em França
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 01 de fevereiro de 2017 às 14:41
O ex-ministro francês da Economia, Emmanuel Macron, é o mais bem posicionado para vencer as eleições presidenciais em França, batendo os candidatos da direita e da extrema-direita, de acordo com uma sondagem conhecida esta quarta-feira, 1 de Fevereiro.

Macron, ex-membro do Governo de Manuel Valls - o antigo primeiro-ministro francês que perdeu no domingo para Benoît Hamon a nomeação à esquerda - e fundador do "En Marche" obteria entre 22% e 23% das intenções de voto, que lhe dariam acesso à segunda volta. No primeiro turno, ficaria atrás de Marine Le Pen, que recolheria entre 26% e 27% dos votos.

Contudo, na segunda volta - segundo a sondagem feita pela Elabe para o jornal económico "Les Echos", Macron, de 39 anos, bateria Le Pen com 65% dos votos contra 35% da candidata da extrema-direita. Benoît Hamon, o escolhido nas primárias da esquerda, não iria além dos 16% a 17%, ficando retido na primeira volta.

O grande perdedor seria o até aqui favorito François Fillon, cuja mulher Penelope Fillon foi nos últimos dias alvo de suspeitas de alegados recebimentos de dinheiros públicos (mais de 800 mil euros) pela prestação de serviços fictícios no parlamento. Fillon ficaria automaticamente fora da segunda volta, ao obter entre 19% e 20% das intenções de voto.

A sondagem foi realizada na internet entre 30 e 31 de Janeiro, junto de uma amostra de 1.053 inquiridos. Além das intenções de voto, foi elaborado um "ranking" dos candidatos com melhor perfil presidencial. Macron lidera com 46% das opiniões, seguido de Fillon, com 36%.

Fillon acusou esta quarta-feira, perante os deputados do grupo Les Républicains, a esquerda de estar a promover um "golpe de estado institucional", de acordo com o Le Figaro. Ontem o candidato da direita disse-se tranquilo e calmo e à espera do fim da investigação, depois de a polícia ter feito buscas na Assembleia Nacional francesa no âmbito da investigação.

Se vier a ser aberto um processo formal, Fillon já manifestou a intenção de se retirar da corrida, a menos de três meses das eleições. Ontem, uma outra sondagem mostrava que só um terço dos eleitores inquiridos se mostravam convencidos com as explicações do candidato, que nega qualquer má conduta na contratação da mulher e de dois filhos para seus assistentes no parlamento.

A primeira volta das eleições está marcada para 23 de Abril. A haver segunda volta, os franceses voltam a ser chamados às urnas em Maio.

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comentários mais recentes
Anónimo 17.02.2017

A melhor forma de sustentar os custos das esposas é um ter um estado rico... Bem lembrado...

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